Críticas ao ‘gato’ e o ‘gato’ como crítica: um estudo etnográfico das insinuações realizado a partir da eletricidade na Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro
Este artigo objetiva analisar as críticas à instalação clandestina de energia elétrica – conhecida como “gato” – e como ela pode ao mesmo tempo ser pensada como crítica, partindo da observação etnográfica da troca de acusações entre moradores da Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e agentes da concessionária de energia elétrica Light, na era das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Observou-se a predominância dos dois lados da insinuação de fraude, uma acusação velada de roubo – de energia de um lado, de dinheiro do outro. A relação entre prestadora e clientes persiste entre o pagamento da conta supostamente abusiva e a tolerância ao “gato” supostamente praticado pelos moradores.
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Biografia do Autor
Pricila Loretti, Universidade Federal Do Rio de Janeiro
Pesquisadora associada do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu). É doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), especialista em Políticas Públicas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da UFRJ e licenciada em Sociologia pela Faculdade de Educação da UFRJ.
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