Discrepâncias entre a norma e a prática na implementação da Lei do Feminicídio: o caso da Polícia Civil paulista
DOI:
https://doi.org/10.4322/dilemas.v19.n2.66444Palavras-chave:
segurança pública, feminicídio, violência de gênero, Polícia Civil, homicídiosResumo
O artigo objetiva discutir como a Polícia Civil de São Paulo adequou-se, em termos institucionais e organizacionais, para a implementação da Lei do Feminicídio, e quais as barreiras encontradas no cotidiano de trabalho dos agentes e delegados para garantir a plena implementação da legislação. Os resultados indicam que o ato de classificar a morte violenta de uma mulher permanece ancorado em valores e estereótipos reprodutores da desigualdade de gênero, de forma que há resistência dos profissionais em enquadrar como feminicídio casos que não decorram de violência letal perpetrada por parceiro íntimo ou familiar.
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