A REDE DOS ANARQUISTAS ITALIANOS EM SÃO PAULO NO INÍCIO DO SÉCULO XX

Carlo Maurizio Romani, Bruno Correia de Sá e Benevides

Resumo


O fluxo migratório de anarquistas italianos, tendo como destino o cone Sul-Americano, fez parte das redes transnacionais construídas pelos militantes, especialmente entre o final do dezenove e início do século XX. O encontro de muitos anarquistas italianos em São Paulo permitiu a criação de vários grupos de afinidades para o aperfeiçoamento da propaganda. Através das análises biográficas dos principais anarquistas que escreveram no periódico La Battaglia (Oreste Ristori, Alessandro Cerchiai, Angelo Bandoni, Tobia Boni e Gigi Damiani), pretendemos demonstrar que tais relações de afinidades foram mediadas a partir das identidades sociais desses ativistas. Nos últimos anos, os anarquistas italianos em São Paulo têm sido classificados como sendo individualistas por uma nova historiografia que não é capaz de investigar as peculiaridades deste grupo. Portanto, esta proposta compartilha a ideia de que o anarquismo transatlântico, em razão de sua complexidade, apenas pode ser compreendido por análises específicas.


Palavras-chave


Anarquismo; imigração italiana; transnacional; biografias; São Paulo

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