O que nos invade

Paula Isabelle Teixeira de Souza

Resumo


Separados pelas películas digitais e longe do toque que nos comove, afeta e apazigua, há um sentimento de imersão no mar solitário de nosso próprio eu. Defronte das paredes, em nossas habitações, miramos as cicatrizes cotidianas que silenciosamente nos marcam e tudo aquilo que nos cerca nesse infinito particular. Foi diante desse cenário pandêmico, tão delicado, que nos confrontamos com nossas emoções guardadas e que agora, mais que nunca, parecem à flor da pele. O que nos invade é uma onda intensa, que salta de dentro de nós para o exterior, carregando e trazendo à superfície todos os sentimentos latentes. E foi pensando no confronto com esse mar de ondas incertas, revoltas que idealizei minha ilustração para a revista intransitiva. No desenho, as bordas sofrem uma tensão na qual os contornos se esvaem: o dentro e o fora que se encontram, misturam, invadem e no olhar vazio da figura, o espectador parece estar distante, como se à massa fluída faltasse outro corpo para preencher os espaços abertos. 


Palavras-chave


Pandemia, Arte digital

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