Poesia africana feminina: memórias e testemunhos do vivido

Laura Cavalcante Padilha

Resumo


O artigo enfocará a produção poética de mulheres, editada depois das independências dos países africanos de língua oficial portuguesa em 1975, produção esta que encena não apenas as memórias dos conflitos históricos existentes nos lugares de pertença de suas autoras, mas também se debruçam sobre outras formas de violência enfrentadas pelas mulheres no passado colonial e ainda neste presente marcado pelo neocolonialismo, como bem previsto por Amílcar Cabral.

Escolhemos, para tanto, e dentre outras, as obras É nosso o solo sagrado da terra (1978), de Alda Espírito Santo (São Tomé e Príncipe) e Sangue negro (1951/2001), de Noémia de Sousa (Moçambique) que acabaram por fazer-se uma das bases do cânone poético feminino africano de língua oficial portuguesa. Tal se dá, seja por seus valores estéticos, seja por enlaçarem este estético ao ético, ao político e ao histórico-cultural de seu tempo.


Palavras-chave


female poetry, Angola, Mozambique, memory, testimony

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DOI: https://doi.org/10.35520/mulemba.2016.v8n14a4321

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