A experiência flutuante de Paulina Chiziane: exílios internos e escritas de si em "Niketche"

Victor Azevedo

Resumo


O foco do presente artigo incide sobre as representações de exílios internos das personagens de Niketche, uma história de poligamia, de Paulina Chiziane. A escritora moçambicana recorre às tradições para elaborar um romance que se apresenta como um relato, nas palavras de Russell G. Hamilton, da “narradora de Niketche, sendo ela quem ecoa a voz da autora implícita”. Ao criar a personagem da escritora/contadora de histórias, que se desdobra em vários papéis, Paulina Chiziane encontrou uma estratégia narrativa para se colocar em cena de maneira especular, já que se vê como uma outra que escreve, como um duplo de si. Nesse sentido, sobressai o reconhecimento de que o sujeito se constrói dentro de sistemas de significado e de representações culturais. E é no interior da experiência flutuante entre dois mundos (ficção/realidade, tradição/ modernidade) que se abrem as possibilidades de construção de fronteiras de exílios internos.

Palavras-chave


Paulina Chiziane, Niketche, internal exile, self-written

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DOI: https://doi.org/10.35520/mulemba.2016.v8n14a4326

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