Mulheres e terra moçambicana: opressão e luta durante o período colonial
DOI:
https://doi.org/10.35520/mulemba.2025.v17n33e71628%20Resumo
Depois de uma breve contextualização histórica sobre a situação das mulheres durante a guerra da independência moçambicana, focaremos nas obras de duas autoras que procuraram retratar a condição feminina nessa época. Partiremos da análise das narrativas de Ninguém matou Suhura (1988), de Lília Momplé e de O Alegre Canto da Perdiz (2008), de Paulina Chiziane, com o objetivo de encontrar os pontos de convergência num discurso feminino que ecoa as múltiplas vozes de mulheres silenciadas por um poder hegemônico. A obra de Momplé sublinha a crueldade do destino reservado às mulheres moçambicanas, na sua relação com homens que representam o poder colonial. O romance O Alegre Canto da Perdiz é recheado de mitos de origem que procuram apresentar uma imagem por vezes mitificada da mulher. Ambos os romances sublinham a posição fragilizada da mulher negra durante esse período, que sofre uma dupla opressão: o racismo e o machismo. Com base no alicerce teórico de Hooks (2015), Owen (2007), Secco e Miranda (2013), Bourdieu (1998) no que diz respeito à menorização do feminino, e Hall (2007), Castells (1998) e Mucchieli (1986) sobre identidades culturais pós-coloniais, tentaremos responder à seguinte problemática: de que maneira a temática da terra é um eixo significativo para discutir a opressão feminina durante a época colonial em Moçambique?
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