PLANOS DE MANEJO SÃO EFICAZES FRENTE ÀS ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS? ESTUDO DE CASO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO

Gestão de unidades de conservação no Espírito Santo

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Resumo

A eficiência das Unidades de Conservação (UCs) na proteção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos depende, em grande parte, da forma como essas áreas são geridas. No Brasil, essa gestão é orientada pelos Planos de Manejo (PMs), documentos responsáveis por caracterizar as UCs e propor formas de manejo e mitigação de impactos antrópicos por meio de indicadores. A definição de indicadores que representem adequadamente a qualidade da gestão e a capacidade de proteção dessas áreas frente a impactos diretos e indiretos é hoje um dos principais desafios para uma gestão efetiva. Com o objetivo de contribuir para esse debate, avaliamos a efetividade da gestão e a capacidade de proteção da biodiversidade em UCs do Espírito Santo, com base em quatro métricas: 1) presença de PMs, como indicador de capital político para implementação da gestão; 2) identificação de Espécies Exóticas Invasoras (EEIs) nos PMs; 3) descrição dos impactos causados por essas espécies; e 4) presença de estratégias de mitigação para EEIs, reconhecidas como uma das principais causas de perda de biodiversidade globalmente. A abordagem foi aplicada às 69 UCs capixabas (14 federais, 17 estaduais e 38 municipais). Identificamos que apenas 19 (27,5%) possuem PMs. Destes, 84,2% mencionam a presença de EEIs. No entanto, somente 36,8% (sete dos 19 PMs) descrevem os impactos dessas espécies e apresentam propostas específicas de mitigação. Em termos absolutos, apenas 10,1% das UCs do estado possuem informações suficientes para subsidiar uma gestão efetiva frente à ameaça das exóticas invasoras.

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2026-08-18

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