OS ANFÍBIOS DA SERRAPILHEIRA DA MATA ATLÂNTICA BRASILEIRA: ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO

Autores

  • Jorge Antônio Lourenço Pontes Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
  • Carlos Frederico Duarte Rocha Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Revisão, artigos, anuros, solo da floresta, Floresta Atlântica

Resumo

No presente estudo de revisão, analisamos 160 artigos publicados referentes a estudos com anfíbios anuros que habitam a serrapilheira que recobre o solo da Mata Atlântica em um período de 61 anos (1949 a 2010). Nossos resultados indicaram um conhecimento ainda reduzido sobre os diversos aspectos das espécies de anuros que habitam a serrapilheira da Mata Atlântica, com uma maior concentração de estudos na última década e para o sudeste brasileiro, especialmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. As diferentes metodologias empregadas nos estudos avaliados (procura visual em diferentes horários, armadilhas de interceptação e queda e o uso de parcelas cercadas de diferentes dimensões), quando utilizadas de forma combinada, permitem uma melhor amostragem deste ambiente, bem como a possibilidade de realizarmos uma série de inferências relativas à abundância, densidade, ocupação e uso de microambientes, pelos anfíbios anuros que vivem na serrapilheira do chão da Mata Atlântica. A riqueza, densidade e dominância de espécies de anuros da serrapilheira variaram entre as poucas regiões já estudadas. Nossos resultados revelaram a inexistência de um conceito para anuro de serrapilheira e, principalmente, a carência de estudos nos fragmentos florestais situados no nordeste e sul do Brasil e nos ecossistemas associados ao bioma, como as matas altimontanas e as matas de restingas, indicando a existência de uma grande lacuna no conhecimento de espécies de anuros que habitam a serrapilheira da Mata Atlântica.

Biografia do Autor

Jorge Antônio Lourenço Pontes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Biólogo, Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da UERJ. Depto de Ecologia.Professor Substituto em Ecologia II, Faculdade de Formação de Professores, UERJ.Técnico na Gerência de Unidades de Conservação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.

Carlos Frederico Duarte Rocha, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor Adjunto do Departamento de Ecologia. Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes, Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

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Publicado

2017-02-20