Do atlas ao território vivido
Geografias, infâncias e práticas cartográficas nos anos iniciais do ensino fundamental
Palavras-chave:
infâncias, Cartografias infantis, Agroecologia, Educação para as relações étnico-raiciais, LinguagensResumo
O presente texto reconhece as crianças como agentes de produção de conhecimento, agentes mapeadores e guardiãs de um futuro mais justo e sustentável. O relato de experiência em questão apresenta a potência emancipadora do encontro entre crianças do quinto ano do ensino fundamental e as geografias quilombolas, indígenas e caiçaras, a partir de mapas vivenciais, atlas produzidos pelas comunidades e rodas de conversa. Os estudantes representaram suas vivências simbolicamente por meio das cartografias. As ações foram realizadas durante a primavera de 2025 envolvendo três crianças, educadores e bolsistas comprometidos com a cultura, a consciência ambiental e o protagonismo infantil.
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