Mulheres refugiadas no mercado de trabalho paulistano

Marisa Andrade

Resumo


Este artigo versa sobre a inserção de mulheres refugiadas no mercado de trabalho paulistano, no ano de 2016. Definiram-se as interlocutoras a partir de um mapeamento, conforme Lei 9.474/97. Considerou-se a categoria trabalho e as mudanças no mundo do trabalho no contexto capitalista como determinante às condições e o modo de inserção no mercado de trabalho. Trata-se de pesquisa qualitativa, amparada em pesquisa bibliográfica e de campo. Utilizaram-se técnicas de questionário e entrevistas aprofundadas. Concluiu-se que a inserção se dá na área de serviços, é temporária, precarizada, marginal e instável.

 


Palavras-chave


Mulheres refugiadas; Mercado de trabalho; Inserção precarizada; Políticas públicas; Direitos humanos.

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