Violência escolar e a ascensão da extrema direita: dimensão socioeducativa em questão

Autores

  • Letícia Evangelista Ribeiro Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Sabrina Pereira Paiva Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

O artigo objetiva discutir a violência na escola e aquela contra a escola, destacando a dimensão socioeducativa do Serviço Social como uma das possibilidades frente a este contexto desafiador. A partir de um estudo bibliográfico e análise de dados, observamos o avanço dos discursos e narrativas da extrema direita contra a política de educação e, concomitantemente, o aumento dos episódios de violência no ambiente escolar. Como estratégia de enfrentamento, apresentamos a importância da dimensão socioeducativa para a formação humana e na luta contra os ataques políticos ao processo formativo emancipador. 

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Biografia do Autor

Sabrina Pereira Paiva, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutora pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC-UFRJ)- turma 2010-14. Possui graduação na Faculdade de Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1998) e mestrado em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ - 2000-2002). Tem experiência na área de Saúde Coletiva e Serviço Social, como docente e pesquisadora. Atualmente, atua como professora adjunta da Faculdade de Serviço Social e como membro permanente do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Serviço social (UFJF). Sua tese de doutorado envolve a discussão sobre a pílula do dia seguinte e o debate sobre sua comercialização através das drogarias. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidade, Gênero, Diversidade e Saúde: políticas e direitos (GEDIS/UFJF). Pós doutorado (2021-2022) no IESC/UFRJ, no qual desenvolveu a pesquisa: "O debate social sobre a educação sexual de jovens brasileiros/as no contexto contemporâneo: as controvérsias e disputas de narrativas na (des)construção da política sexual brasileira". Atualmente, envolve-se com o debate de gênero, sexualidade e direitos sexuais e reprodutivos, especialmente voltados para a juventude brasileira, a partir de uma perspectiva feminista decolonial e interseccional, considerando as várias formas de violências vivenciadas e permeadas por elementos que envolvem gênero, classe, raça, orientação sexual, geração, território, entre outros aspectos. Interessa-se também por estudos do campo da saúde coletiva, com recortes e análises que privilegiem as análises interseccionais e que considerem a relação Estado e sociedade, em especial no que se refere às lutas e conquistas pelo direito à saúde no Brasil.

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Publicado

2026-01-29

Edição

Seção

Artigos - Seção Temática