POLINEUROPATIA PERIFÉRICA NA DOENÇA DE PARKINSON: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO EM UMA AMOSTRA NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE –PB.

Maria das Graças Loureiro C. Campêlo, Clarissa Loureiro C. Campêlo, Jovany Luis A. Medeiros, Ailton Souza Melo

Resumo


Polineuropatia periférica (PNP) tem sido descrita na doença de
Parkinson idiopática (DP), porém a prevalência e os fatores de risco
não estão bem definidos. Objetivo: Investigar a prevalência e os
fatores de risco para PNP na DP, em comparação com a população
geral. Método: Participaram 36 pacientes com DP recrutados no ambulatório
de Neurologia do Hospital Universitário Alcides Carneiro
(HUAC) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Paraíba,
e 30 sujeitos controles. Todos os participantes foram submetidos
a caracterização clínica da PNP, ao estudo de neurocondução (ENC)
dos nervos peroneal e sural bilateral e as dosagens de vitamina B12,
homocisteina, ácido metilmalônico e ácido fólico. A Escala Unificada
de Avaliação da Doença de Parkinson - III e a de Hoehn-Yahr foram
utilizadas na avaliação motora do grupo Parkinson (GP). Resultados:
Sinais e sintomas neuropáticos foram mais frequentes no GP (61%).
Alterações nos parâmetros do ENC foram observadas em 44,4% do
GP e 26,7% do grupo controle, sendo a PNP confirmada em três pacientes
e um controle. Análise de regressão revelou associação significativa
entre os sintomas neuropáticos e a DP, sem associação com
aspectos clínicos e bioquímicos. Conclusão: Pacientes com DP possuem
maiores escores neuropáticos e maior prevalência de PNP que
controles. Os dados sugerem a própria DP como fator de risco para o
desenvolvimento da PNP, minimizando o papel da vitamina B12 e de
seus metabólitos neste processo.


Palavras-chave


Neurologia

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