ALTERAÇÕES MOTORAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES PÓS-CIRURGIA DE TUMOR INTRAMEDULAR: ESTUDO RETROSPECTIVO

Ana Carolina Torres Antonio, Luciana Nakaya, Sergio Petrilli, Liliana Tsal

Resumo


Introdução: Os tumores intramedulares são raros e correspondema menos de 10% das neoplasias do sistema nervoso central. O crescimento tumoral pode comprimir feixes nervosos e resultar em perda da função motora e sensorial. A abordagem cirúrgica é o principal pilar de tratamento e visa à máxima ressecção tumoral com preservação da função. A reabilitação destes pacientes é individualizada se analisarmos os déficits funcionais e prognósticos. Objetivo: Analisar a idade e sexo dos pacientes, tipo e localização do tumor, tratamento cirúrgico e tratamento oncológico dos pacientes com tumor intramedular. Descrever as alterações motoras decorrentes desse tratamento. Método: Estudo retrospectivo realizado no Instituto de Oncologia Pediátrica através de dados de prontuários de janeiro de 2013 a dezembro de 2016 de pacientes com tumor intramedular. Dados analisados: idade ao diagnóstico e no momento cirúrgico, gênero, diagnóstico e localização do tumor, tipo de tratamento oncológico, cirurgia realizada, sequela pré e pós-cirurgia, indicação de coletes ortopédicos e tempo de uso. Não houve necessidade de aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido por ser um estudo retrospectivo. Resultados: Foram selecionados doze prontuários de pacientes. A média de idade dos pacientes ao diagnóstico foi de 10 anos e 8 meses e média de 32 dias até a abordagem cirúrgica. Sete pacientes eram do sexo feminino e cinco do sexo masculino. Todos os pacientes foram submetidos a laminectomias, sendo três submetidos também a protocolo quimioterápico e radioterápico, e dois a protocolo quimioterápico. Dois pacientes foram orientados a usar colar cervical e dois orientados a usar colete ortopédico. Todos pacientes apresentaram alteração da marcha e diminuição de força muscular nos grupos pré e pós-cirúrgico. Conclusão: A idade média dos pacientes ao diagnóstico de tumor intramedular foi inferior a 11 anos, com predomínio do sexo feminino. Os diagnósticos oncológicos e as localizações tumorais foram variados. Sete pacientes evoluíram com deambulação independente após atendimento fisioterápico. A indicação de colares e coletes cervicais precisa ser mais estudada e sistematizada. 


Palavras-chave


Neurologia; Pediatria; Fisioterapia

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