Congelamento da marcha e de membros superiores na doença de Parkinson

Thiago da Silva Rocha Paz, Ana Elisa Lemos Silva, Núbia Isabela Macedo Martins, Vera Lúcia Santos de Brito, Marco Antônio Araújo Leite, Clynton Lourenço Correa

Resumo


O fenômeno do congelamento é considerado um sintoma incapacitante para indivíduos acometidos pela doença de Parkinson, gerando impactos negativos na mobilidade, funcionalidade e qualidade de vida. O congelamento pode acometer membros inferiores (congelamento da marcha) e/ou membros superiores, sendo caracterizado por súbita incapacidade de iniciar ou manter a amplitude dos movimentos. A fisiopatologia do congelamento ainda não é compreendida,
porém atribui-se às alterações em diferentes estruturas neuroanatômicas,
tais como: núcleo pedúnculo-pontino, locus ceruleus, circuitaria dos núcleos da base, pedúnculo cerebelar e córtices cerebrais e sistema límbico. Fatores que contribuem para o surgimento do congelamento são: tempo de duração da doença, idade avançada, subtipo acinético-rígido da doença, ansiedade ou depressão, perfil de tratamento farmacológico. Sugere-se que o congelamento da marcha e dos membros superiores compartilhem das mesmas características
espaço-temporais. A avaliação clínica do congelamento da marcha é melhor estabelecida quando comparada com a avaliação do congelamento dos membros superiores. Estratégias para minimizar o fenômeno do congelamento são descritas no presente artigo. 


Palavras-chave


Neurologia

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