Realidade virtual como possibilidade terapêutica para adolescentes com encefalopatia crônica não progressiva da infância

Marian Mucelin, Beatriz Cantanhede Carrapatoso, Paulo Cézar dos Santos Souza, Marco Orsini

Resumo


Introdução: A aprendizagem motora surge de um processo complexo de percepção/cognição/ação. Para a Fisioterapia, o conhecimento sobre aprendizado motor fornece bases neurofisiológicas que sustentam a intervenção terapêutica. Na área de ensino de Ciências, a realidade virtual pode se apresentar como um instrumental pelo qual possam ser alcançadas as adolescentes com paralisia cerebral, com déficit no desempenho motor. Objetivos: O presente estudo propôs a inserção de conhecimentos do ensino de ciências por meio de recursos tecnológicos na prática fisioterapêutica direcionada a adolescentes portadores de paralisia cerebral. Essa abordagem foi mediada pela realidade virtual, visando ao incremento do aprendizado motor. Métodos: O desenho experimental utilizado no presente estudo foi o de abordagem qualitativa participante, utilizando-se como instrumento de coleta de dados as oficinas pedagógicas que tratavam de conceitos da ciência para o aprendizado motor aliado à realidade virtual. A amostra analisada foi constituída de quatro adolescentes, entre 11 e 18 anos, portadores de paralisia cerebral, matriculados no ensino fundamental da rede de ensino do município de Teresópolis (RJ), em tratamento fisioterapêutico na Clínica-Escola de Fisioterapia do Unifeso. Foi utilizada, também, a escala de função motora grossa (GMFM) como escala avaliativa pré- e pós-intervenção. Resultados: Os sujeitos/pacientes apresentaram melhora em seu desempenho neuromotor associado com o ensino de ciências, demonstrando ser possível a potencialização do aprendizado motor com a aproximação do aprendizado científico. Em relação à escala GMFM, pode-se perceber aumento de 4% na média geral, confirmando o avanço motor dos participantes, percebido nessa análise qualitativa. Conclusão: A criação de subsídios para a construção do conhecimento científico por meio dos recursos do ambiente virtual aponta para o incremento do desempenho motor e para a formação de sujeitos histórico-sociais.


Palavras-chave


Paralisia cerebral; Encefalopatia crônica não progressiva da infância; Adolescentes; Realidade virtual; Fisioterapia

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