Diásquise cerebelar cruzada – Diagnóstico pela Ressonância Magnética

Márcio Luís Duarte, Leonardo Furtado Freitas, Eduardo de Oliveira Narvaez, André de Queiroz Pereira da Silva

Resumo


A diásquise cerebelar cruzada (DCC) é caracterizada pela perda da atividade funcional e do metabolismo no cerebelo contralateral à lesão supratentorial.1,2,3,4 Este fenômeno foi usualmente observado em pacientes com infarto cerebral, tumores supratentoriais, epilepsia, encefalite, como resultado de ruptura da via cortico-ponto-cerebelar.1,2,3,4 A DCC é consistentemente relatada como resultado de inativação súbita do circuito, como acidente vascular cerebral (AVC), mas também pode ser encontrada em doenças crônicas, tumores cerebrais, infartos gânglio-capsulares, pequenos acidentes vasculares cerebrais, encefalite, epilepsia, enxaqueca, malformações arteriovenosas, hemorragia e doença de Alzheimer.2,3 Nas primeiras horas após o AVC, a diásquise é potencialmente reversível em caso de reperfusão supratentorial; no entanto, DCC persistente (mais de 24 horas) está associado a danos irreversíveis e mau resultado clínico.2 Este caso demonstra um homem de 60 anos com sequela de isquemia aguda à direita há dois anos, com fraqueza unilateral dos membros à esquerda. O exame neurológico demonstrou a língua desviada para a direita, desvio do ângulo da boca e sinal de Babinski positivo. A ressonância magnética que detectou uma diásquise cerebelar cruzada demonstrada pelo estudo perfusional ASL (arterial spin labeling) que utiliza o sangue magnetizado como contraste endógeno para avaliação do fluxo sanguíneo cerebral (CBF).

Palavras-chave


Neurologia

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