Processamento Sensorial e Distúrbios do Sono em Crianças e Adolescentes/Sensory Processing and sleep disorders in children and teenagers

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.47222/2526-3544.rbto49805

Mots-clés :

Função Sensorial. Higiene do Sono. Terapia Ocupacional

Résumé

Objetivo: Descrever o processamento sensorial e os distúrbios do sono em crianças e adolescentes em idade escolar. Métodos: Estudo descritivo, quantitativo, realizado em uma escola particular de Recife-PE, com 51 indivíduos e seus cuidadores. Utilizaram-se o Perfil Sensorial Abreviado 2 e a Escala de Distúrbios do Sono em Crianças, respondidos pelos cuidadores. Os resultados foram organizados em planilhas no Microsoft Office Excel 2013®, analisados no Data Analysis and Statistical Software, importados em tabelas de frequência simples, média e mediana. Resultados: Verificou-se que 31,36% dos indivíduos apresentaram alteração na dimensão criança exploradora; 35,29% na dimensão criança que se esquiva; 35,45% na dimensão criança sensível; e 23,52% na dimensão criança observadora. Identificou-se a presença dos distúrbios do sono: distúrbios respiratórios do sono (23,53%), sonolência diurna excessiva (9,8%) e hiperidrose do sono (5,88%). Conclusão: Alterações no processamento sensorial podem estar relacionadas a distúrbios do sono.

Palavras-chave: Função Sensorial. Higiene do Sono. Terapia Ocupacional

 

Abstract
Objective: To describe sensory processing and sleep disorders in school-aged children and adolescents. Methods: Descriptive, quantitative study was conducted in a private school in Recife-PE, with 51 individuals and their caregivers. We used the Abbreviated Sensory Profile 2 and the Scale of Sleep Disorders in Children, answered by the caregivers. The results were organized in Microsoft Office Excel 2013® spreadsheets, analyzed in the Data Analysis and Statistical Software, imported in tables of simple frequency, mean and median. Results: It was verified that 31.36% of the individuals presented alteration in the dimension explorer child; 35,29% in the dimension child who dodges; 35,45% in the dimension sensitive child; 23,52% in the dimension observer child. The presence of sleep disorders was identified: sleep-disordered breathing (23,53%), excessive daytime sleepiness (9,8%), and sleep hyperhidrosis (5,88%). Conclusion: Changes in sensory processing may be related to sleep disorders..

Keywords: Sensory Functions. Sleep Hygiene. Occupational Therapy

 

Resumen

Objetivo: Describir los trastornos del procesamiento sensorial y del sueño en niños y adolescentes en edad escolar. Métodos: Estudio descriptivo y cuantitativo en una escuela privada de Recife-PE, con 51 personas y sus cuidadores. El Perfil Sensorial Abreviado 2 y la Escala de Trastornos del Sueño en Niños fueron contestados por los cuidadores. Los resultados se organizaron en hojas de cálculo de Microsoft Office Excel 2013®, se analizaron en el software de análisis de datos y estadística. Resultados: 31,36% de los individuos presentaron alteración en la dimensión niño explorador; 35,29% en la dimensión niño que esquiva; 35,45% en la dimensión niño sensible; 23,52% en la dimensión niño observador. Se identificó la presencia de: trastornos respiratorios del sueño (23,53%), somnolencia diurna excesiva (9,8%) e hiperhidrosis del sueño (5,88%). Conclusión: Los cambios en el procesamiento sensorial pueden estar relacionados con los trastornos del sueño

Palabras clave: Función sensorial. Higiene del sueño; terapia ocupacional

Références

American Occupational Therapy Association. (2015). Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo - 3ª ed. traduzida. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 26(esp), 1-49. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v26iespp1-49.

Associação Brasileira De Empresas De Pesquisa. (2015). Critério de Classificação Econômica Brasil. Diretrizes de ordem geral, a serem consideradas pelas entidades prestadoras de serviços e seus clientes, a respeito da adoção do novo critério de classificação econômica Brasil. Disponível em: <http://www.abep.org/criterio-brasil>.

Berghmans, J. M. A. (2019). Psychological Aspects of Anesthesia in Children. London: Penguin books.

Bezerra, M. A. A. et al. (2018). Tempo de tela, qualidade do sono e fatores de risco cardiovasculares de escolares. Revista Interfaces: Saúde, Humanas e Tecnologia, 6(17), 119-128. https://doi.org/10.16891/618.

Brasil. (1990). Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm>. Acesso em: 20 set. 2019.

Bruni, O.; Angriman, M. (2015). L’insonnia in eta evolutiva. Medico e Bambino, 34, 224-233.

Calhoun, S. L. et al. (2014). Prevalence of insomnia symptoms in a general population sample of young children and preadolescents: gender effects. Sleep Medicine, 15(1), 91-95. http://doi.org/10.1016/j.sleep.2013.08.787.

Ciampo, L. A. D. (2012). El sueño en la adolescencia. Revista Adolescência e Saúde, 9(2), 60-66.

Dias, A. C. O. (2015). Processamento sensorial e áreas de desenvolvimento em crianças institucionalizadas num Centro de Acolhimento Temporário [Dissertação de mestrado, Escola Superior de Saúde do Alcoitão]. http://hdl.handle.net/10400.26/9740.

Dunn, W. (2014). Infant/Toddler Sensory Profile 2 User's Manual. USA: Pearson.

Dunn, W. (2017). Vivendo sensorialmente: entenda seus sentidos. São Paulo: Pearson.

Ferreira, V. R. (2009). Escala de distúrbios do sono em crianças: tradução, adaptação cultural e validação [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de São Paulo]. https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9470.

Figueiredo, A. M. L. C. A. (2015). Hiperidrose primária: abordagem terapêutica atual [Dissertação de mestrado, Universidade de Coimbra]. https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/33284.

Gomes, D. et al. (2021). Enquadramento da Prática da Terapia Ocupacional: Domínio & Processo 4ª Edição. Versão Portuguesa de Occupational Therapy Practice Framework: Domain and Process 4th Edition (AOTA - 2020). http://doi.org/10.25766/671r-0c18.

Januário, P. D. A. (2012). Hábitos de sono das crianças e compreensão infantil do sono e das estratégias facilitadoras do adormecimento: estudo com crianças de oito anos e seus pais. [Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa]. https://repositorio.ul.pt/handle/10451/8196.

Meyer, A. (1992). The philosophy of occupation therapy. American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation, 1(1), 1-10. http://doi.org/10.5014/ajot.46.1.84

Miller, L. J. et al. (2007). Concept evolution in sensory integration: A proposed nosology for diagnosis. American Journal of Occupational Therapy, 61(2), 135-140. http://doi.org/10.5014/ajot.61.2.135.

Mitchell, A. W. et al. (2015). Sensory processing disorder in children ages birth–3 years born prematurely: A systematic review. American Journal of Occupational Therapy, 69(1), 6901220030, 2015. http://doi.org/10.5014/ajot.2015.013755.

Müller, M. R. & Guimarães, S. S. (2007). Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estudos de Psicologia, 24(4), 519-528. http://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000400011.

Neves, G. S. M. L. et al. (2017). Transtornos do sono: atualização (1/2). Revista Brasileira de Neurologia, 53(3), 19-30. https://doi.org/10.46979/rbn.v53i3.14487

Noland, H. et al. (2009). Adolescent’s sleep behaviors and perceptions of sleep. Journal of School Health, 79(5), 224-230. http://doi.org/10.1111/j.1746-1561.2009.00402.x.

Petry, C. et al. (2008). The prevalence of symptoms of sleep-disordered breathing in Brazilian schoolchildren. Jornal de Pediatria, 84(2), 123-129. http://doi.org/10.2223/JPED.1770.

Potasz, C. et al. (2010). Prevalence of sleep disorders in children of a public hospital in São Paulo. Arquivos de Neuro-psiquiatria, 68(2), 235-241. http://doi.org/10.1590/S0004-282X2010000200016.

Reynolds, S. et al. (2012). Sensory processing, physiological stress, and sleep behaviors in children with and without autism spectrum disorders. Occupation, Participation and Health, 32(1), 246-257. http://doi.org/10.3928/15394492-20110513-02.

Robles, R. P. et al. (2012). Validating regulatory sensory processing disorders using the Sensory Profile and Child Behavior Checklist (CBCL 1½–5). Journal of Child and Family Studies, 21(6), 906-916. http://doi.org/10.1007/s10826-011-9550-4.

Souza, J. R. B. D. (2014). Formação continuada de professores: transtorno do processamento sensorial e as consequências para o desempenho escolar [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de São Carlos]. https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/3169.

Souza, L. T. N. & Tomaz, R. R. (2017). Qualidade de sono, qualidade de vida e rendimento escolar de crianças no litoral sul da Paraíba. Journal of Health & Biological Sciences, 6(1), 42-47. http://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v6i1.1725.p42-47.2018.

Tester, N. J. & Foss, J. J. (2018). Sleep as an Occupational Need. American Journal of Occupational Therapy, 72(1), 7201347010. http://doi.org/10.5014/ajot.2018.020651.

Vilela, T. S. et al. (2016). Factors influencing excessive daytime sleepiness in adolescents. Jornal de Pediatria, 92(2), 149-155. http://doi.org/10.1016/j.jped.2015.05.006.

Téléchargements

Publié-e

2022-08-13