A formação do significado em verbos cognatos em português e espanhol: um estudo gerativo-construcionista

Rafaela do Nascimento Melo Aquino, Isabella Lopes Pederneira, Miriam Lemle

Resumo


Examinando o comportamento sintático e semântico de palavras cognatas em português brasileiro e espanhol, pretendemos contribuir para a compreensão da divisão de tarefas dos submódulos da gramática na interface entre a sintaxe e a semântica. O trabalho considera os modelos construcionistas de gramática da Morfologia Distribuída e Exoesqueletal. A pergunta em pauta é: o que há de constante e o que há de variável nas leituras semânticas dos contextos sintáticos de verbos cognatos nestas duas línguas aparentadas. Selecionamos os pares de verbos mexer/mecer, bater/batir, chegar/llegar para serem examinados em contextos sintáticos bem delimitados. O levantamento comparativo das coincidências e dissidências sintáticas e semânticas entre os verbos nas duas línguas é o conjunto de dados utilizado para esclarecer a natureza da interface sintático-semântica. Neste corpus, houve uma ampla gama de contextos sintáticos aproveitados em todos os verbos, exceto o intransitivo de mecer em espanhol e o transitivo de chegar/llegar em ambas as línguas. Ao fim desse levantamento, ficou constatado que os contextos sintáticos são compartilhados, porém, no aproveitamento semântico, as línguas se diferenciam, resultados que convergem para os modelos construcionistas de gramática gerativa.


Palavras-chave


Estrutura argumental. Composicionalidade. Teoria gerativa. Interface sintaxe-semântica. Propostas construcionistas.

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DOI: https://doi.org/10.31513/linguistica.2020.v16nEsp.a39397

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