O ditongo em português: história, variação e gramática

Jaqueline dos Santos Peixoto

Resumo


Este trabalho propõe uma reinterpretação da ditongação no português do Brasil. Para tanto, mostramos como o fenômeno da ditongação motiva diferentes análises nessa língua. Os trabalhos que versam sobre tal fenômeno costumam concordar sobre a existência de dois tipos de ditongos, os ditongos fonológicos e os ditongos fonéticos (Câmara, 2001; Wetzels, 2000; Bisol, 1989). O estabelecimento na história do português de uma relação entre a ditongação e o acento de palavra também é importante para a nossa reinterpretação do fenômeno em tela. A história do fenômeno da ditongação em português e as diferentes análises feitas sobre esse fenômeno no português do Brasil permitem reinterpretarmos os ditongos fonológicos como ditongos lexicais cíclicos, e os ditongos fonéticos, como lexicais pós-cíclicos. Adotando o instrumental teórico desenvolvido pelos modelos fonológicos não-lineares, em especial a Fonologia Lexical e a Autossegmental, mostramos como a ditongação em português constitui recurso sincrônico já disponível na diacronia e sustentamos que a investigação dos ditongos nessa língua requer uma gramática em que não caiba apenas à fonologia receber as sequências de fonemas após a aplicação de regras morfológicas e sintáticas.


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DOI: https://doi.org/10.31513/linguistica.2011.v7n1a4454

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