O estatuto da microconstrucionalização no quadro da mudança linguística

Ana Cláudia Machado Teixeira, Ivo da Costa do Rosário

Resumo


Este artigo objetiva refletir acerca do estatuto da microconstrucionalização no quadro da mudança linguística, com o intuito de indicar alguns caminhos alternativos e refnamentos para a proposta teórica de Traugott e Trousdale (2013). Compartilhamos a ideia de que qualquer quadro teórico deve estar aberto a contribuições, revisões e ampliações, tendo em vista que sua aplicabilidade nos dados em uso possibilita ampliar bases e pressupostos. A partir dos estudos empreendidos no Grupo Discurso & Gramática UFF, observamos que o processo de formação da gramática inicia-se efetivamente nas micromudanças mais locais, pontuais e contingenciais por meio de um movimento bottom-up, dado que o uso leva à formação de padrões que se regularizam. A proposta é que, uma vez incorporadas pela comunidade linguística, tais mudanças permitem o estabelecimento de um esquema virtual que se torna disponível para posteriores incorporações. Nesse sentido, nossos dados revelam que processos distintos ocorrem em níveis distintos e que a formação de pares de sentido e forma confgura-se, de fato, no nível micro, já que níveis mais virtuais são estabelecidos por outros caminhos e, portanto, possuem estatuto diverso. Para restabelecer o equilíbrio teórico, defendemos a reintegração do conceito de domínio funcional ao quadro da Linguística Funcional Centrada no Uso.

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