Clivadas é que à luz da cartografia sintática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31513/linguistica.2024.v20n2a63733

Resumo

Estruturas clivadas são sentenças utilizadas para focalizar elementos sintáticos através de movimento não argumental e de itens focalizadores, como a cópula e o complementizador que. O português brasileiro (PB) dispõe de clivadas canônicas, que apresentam a sequência linear “cópula+foco+que+IP”. Entretanto, a literatura menciona a existência das chamadas “clivadas invertidas”, que apresentam o foco em posição inicial. Com base no Programa Cartográfico, que concebe os elementos sintáticos como objetos complexos e hierarquicamente organizados, propomos uma análise para essas construções, as quais chamaremos de “Clivadas é que”, uma vez que não a consideramos uma versão invertida das clivadas canônicas, mas uma estrutura independente em que a cópula e o complementizador figuram como itens funcionais.
Palavras-chave: Clivadas. Cartografia. Periferia esquerda.

Biografia do Autor

Damaris Matias Silveira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Professora do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina (DLLE-UFSC). Graduada em Letras - Português e em Letras - Alemão pela mesma universidade. Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordena o projeto "A cartografia das estruturas da língua alemã", bem como investiga as contribuições dos estudos em Gramática Gerativa para o ensino de alemão. É coordenadora da área de alemão do Núcleo Institucional de Língua e Tradução, da Secretaria de Relações Internacionais da UFSC (NILT/SINTER). Também realiza pesquisa em Teoria e Análise Linguística, com ênfase na cartografia das estruturas focalizadoras do português e do alemão.

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Publicado

2024-08-21