“A Voz Mẽbêngôkre”: ações de valorização dos direitos linguísticos e combate ao preconceito linguístico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31513/linguistica.2025.v21n3a69720

Resumo

Este artigo busca analisar os impactos sociolinguísticos de ações de extensão, discutindo o alcance do protagonismo indígena em ações de valorização dos direitos linguísticos dos povos Macro-Jê, por meio das ações “Me kunĩ umari – A Voz Mẽbêngôkre” e “Ponte Digital”, desenvolvidas dentro do Projeto de Extensão “Ações de Combate ao Preconceito Linguístico”, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essas ações têm como objetivo instrumentalizar os Mẽbêngôkre com tecnologias sociais para o fortalecimento da sua luta pela valorização da sua língua Mẽbêngôkre (Kayapó) e no enfrentamento do preconceito linguístico que atinge falantes de línguas minorizadas, como são as indígenas no Brasil. Por meio de atividades educativas, produção de mídias e mediação intercultural, as iniciativas apoiam a própria agenda de lutas dos indígenas, reforçando a autoestima linguística da comunidade e estimulando o reconhecimento da diversidade linguística brasileira pela sociedade.

Palavras-chave: Língua Mẽbêngôkre. Direitos linguísticos. Línguas indígenas. Preconceito linguístico. Extensão universitária.

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Biografia do Autor

Eduarda Santos Castro Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Graduanda do terceiro período de Licenciatura em Letras Português-Literaturas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Participo do LADS Laboratório de Derivação Sintática: Psicolinguística e Eletrofisiologia como aluna de Iniciação Científica em Linguística, orientada pela Professora Aleria Lage. Minha pesquisa está voltada para Gramatica Gerativa e Ensino. Monitora da disciplina Variação da Língua Portuguesa, do Departamento de Letras Vernáculas. Faço parte ainda do Projeto de Extensão Combate ao preconceito linguístico, coordenado pela Professora Beatriz Protti Christino. Atuo como professora de português para estrangeiros na plataforma Preply. Sou corretora de redações no modelo do ENEM, dentro da plataforma Salvaguarda, que recruta corretores voluntários.De março a dezembro de 2023, participei do NUPLIJ Núcleo de Pesquisa de Literatura Infantil e Juvenil, pertencente ao PACC Programa Avançado de Cultura Contemporânea, também da Faculdade de Letras da UFRJ, e atuei como professora de Português e Literatura Brasileira no Pré-Vestibular Social Feitosa e Barros, Projeto de Extensão da Faculdade de Medicina da UFRJ.

Marinei Alves Pereira, Secretaria Municipal de Educação (SEMED) - São Félix do Xingu, PA

Pedagoga com experiência em processos de ensino e aprendizagem, com ênfase em Métodos e técnicas de Ensino da educação escolar indígena. dando aula para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Com objetivo principal, a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos.

Camille Damásio Santos de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Bacharelanda em Letras: Português-Literaturas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é bolsista do Programa Institucional de Fomento Único de Ações de Extensão (PROFAEX), atuando como monitora no Projeto de Extensão ''Ações de Combate ao Preconceito Linguístico''. Na Extensão, colabora na pesquisa acadêmica em torno da sociolinguística e valorização das línguas minorizadas.

Dilcilene da Silva Menezes, Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de São Félix do Xingu, PA

Graduada em Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade Vasconcellos Souza (2013) e Licenciada em Letras pelo Centro Universitário Internacional (2021). É mestre em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2018) e doutora em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2025). Atualmente, atua como professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Indígena Capitão Bepnoy, no Ensino Fundamental I e II e no Ensino Médio.Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino, desenvolvendo trabalhos principalmente nos seguintes temas: língua Mebêngôkre, educação diferenciada, brincadeiras e jogos tradicionais Mebêngôkre, educação escolar indígena e práticas pedagógicas interculturais.

Betire Kayapo, Escola Municipal e F Indigena Capitao Bep Nox - São Félix do Xingu, PA

 Professor indígena Mebêngôkre (Kayapó) e servidor público. Ele atua ativamente na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Indígena Capitão Bep Nox, localizada no município de São Félix do Xingu, no estado do Pará. 

Ana Paula Quadros Gomes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LEV/FL/UFRJ). Membro permanente do corpo docente da Pós-graduação em Linguística (UFRJ), da Pós-graduação em Letras Vernáculas (UFRJ) e do Mestrado Profissional em Linguística e Línguas Indígenas - PROFLLIND (Museu Nacional/UFRJ). Com pós-doutorado em Letras na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com pós-doutorado no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP), com bolsa Fapesp. Doutorado e mestrado em Linguística pela USP, como bolsista do CNPq e da Fapesp. Bolsa-sanduíche (Capes) na Universidade de Massachusetts. Graduada em Linguística (USP), com bolsa de Iniciação Científica do CNPq. Coordenadora do Projeto de Extensão Ações de Combate ao Preconceito Linguístico (UFRJ), que inclui a ação Me Kuni Umari: em rede pelos direitos linguísticos (a Voz Mebêngôkre) e do Lambda - Laboratório de Análises, Materiais, Bibliografias, Descrições e Aprendizagens em Semântica Gramatical (UFRJ). Pesquisa a semântica das línguas naturais, especialmente a das minorizadas e sub-representadas, e a do Português do Brasil. Interessada em defesa de direitos linguísticos, na investigação de universais semânticos, em práticas de divulgação científica e nas contribuições da ciência linguística para o chão da escola, como a preparação de material didático.

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Publicado

2025-12-30