“Se você acha que capixaba não tem sotaque, fala arroz aí rapidinho”: a ditongação na variedade capixaba
DOI:
https://doi.org/10.31513/linguistica.2026.v22n1a72255Resumo
Este trabalho investigou o processo de ditongação com glide /j/ em sílabas tônicas terminadas em /S/ em dados de fala da região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), a partir da perspectiva teórico-metodológica da Teoria da Variação e Mudança Linguística (Weinreich; Labov; Herzog, 2006 [1968]; Labov, 1972, 1994) e com o suporte da fonética acústica. Como corpus de análise, utilizamos a Amostra Duarte (2025), composta por sete informantes estratificados por sexo (homens e mulheres), faixa etária (Faixa A: 22 a 35 anos e Faixa C: acima de 60 anos) e nível de escolarização (ensino médio completo e ensino superior completo). As variáveis controladas foram: vogal-núcleo do segmento-alvo, posição do acento, estilo, sexo, faixa etária e escolarização (variáveis de efeito fixo) e item lexical e informante (variáveis de efeito aleatório). Os resultados indicaram que o fenômeno apresentou taxa de aplicação de 35,5%, índice próximo ao registrado pela literatura para os dados de fala carioca. As variáveis linguísticas e extralinguísticas estatisticamente significativas foram faixa etária, a ditongação é mais frequente na fala dos informantes mais jovens; posição do acento, a ditongação é prevalente em monossílabos tônicos e oxítonas; vogal núcleo do segmento-alvo, a vogal média-alta anterior colabora com o fenômeno em oposição à vogal média-baixa posterior; e estilo, a leitura desfavorece a incidência de ditongação. Os dados sugerem, portanto, que a ditongação na RMGV é um processo influenciado pelo monitoramento estilístico, pela posição do acento na palavra, pela qualidade da vogal do item lexical e pela faixa etária dos falantes.
Palavras-chave: Ditongação. Variedade capixaba. Variação fonética-fonológica.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Linguíʃtica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Linguí∫tica concordam com os seguintes termos:
Os autores mantêm os direitos e cedem à revista o direito à primeira publicação, simultaneamente submetido a uma licença Creative Commons que permite o compartilhamento por terceiros com a devida menção ao autor e à primeira publicação pela Revista Linguí∫tica.
Os autores podem entrar em acordos contratuais adicionais e separados para a distribuição não exclusiva da versão publicada da obra (por exemplo, postá-la em um repositório institucional ou publicá-la em um livro), com o reconhecimento de sua publicação inicial na Revista Linguí∫tica.

A Revista Linguí∫tica é uma revista do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFRJ e se utiliza da Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC-BY-NC)






