O Psiquismo e a educação escolar: dos reflexos da psicologia tradicional às contribuições da Teoria Histórico-Cultural
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Resumo
A sociedade contemporânea, marcada pela busca constante por resultados imediatos e soluções práticas, reflete um modo de vida que influencia diretamente os processos formativos dos sujeitos, especialmente no contexto escolar. Desde a infância, as crianças são inseridas em um movimento de adaptação às normas e valores sociais, o que evidencia a necessidade de compreender o desenvolvimento humano como um processo histórico e social. Contudo, a ausência dessa compreensão tem levado a interpretações reducionistas do psiquismo infantil, frequentemente associadas a explicações biologicistas e à medicalização de comportamentos.
Diante disso, este artigo, de caráter teórico-bibliográfico, analisa os fatores que fundamentam o desenvolvimento psíquico infantil no âmbito da educação escolar, com base nos pressupostos do Materialismo Histórico-Dialético e da Psicologia Histórico-Cultural. Buscamos discutir o conceito de psiquismo, suas formas de constituição e o papel do meio social, especialmente o escolar, nesse processo, evidenciando as implicações pedagógicas dessa compreensão para o ensino e a aprendizagem. Os resultados indicam que o desenvolvimento psíquico deve ser compreendido como um processo histórico e social, superando as dicotomias da psicologia tradicional. A escola tem papel central nesse processo, ao mediar a apropriação dos signos culturais e possibilitar a humanização da criança, promovendo o desenvolvimento de funções psicológicas superiores.
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