Narciso e Eco. Medialidade do amor e da morte

Christian Kiening

Resumo


Tradução do alemão: Eduardo Guerreiro B. Losso (UFRJ)

Revisão técnica: Luciana Villas Bôas (UFRJ)

Este artigo questiona a leitura, que se estabeleceu ao longo da Modernidade, segundo a qual a famosa história de Ovídio é tomada como exemplo de auto-conhecimento, auto-referência e auto-destruição, situando-a no âmbito de discussões antigas sobre medialidade e comunicação, assim como do caráter ilusório dos sons e das imagens. Compreende-se que a história, que oscila entre natureza e arte, mito e reflexão, tematiza esta oscilação no âmbito das formas de percepção. Na medida em que estas formas se tornam transparentes, prestam-se à determinação das condições de discursos e demonstrações, textos, imagens e fenômenos.

Abstract: Der Aufsatz liest die berühmte Geschichte Ovids nicht sosehr, wie die Moderne es lange getan hat, als eine von Selbsterkenntnis, Selbstbezogenheit und Selbstverfallenheit, sondern stellt sie in den Kontext antiker Diskussionen von Medialität und Kommunikation, von Täuschungen der T¶ne und Bilder. Begriffen wird die Geschichte als eine zwischen Natur und Kunst, Mythos und Reflexion oszillierende, die eben dieses Oszillieren in Formen der Wahrnehmung übersetzt -- Formen, die ihrerseits transparent sind für die Verhandlung der Bedingungen von Reden und Zeigen, Text und Bild, Figur und Erscheinung.

Schlüsselbegriffe: Liebestod; Medialität; Wahrnehmung; Reflexion; Echo.


Palavras-chave


Morte por amor; Medialidade; Percepção; Reflexão; Eco

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