Avaliação ética imanente em Benedictus de Spinoza

Autores

  • Kivina de Oliveira Ribeiro UECE

DOI:

https://doi.org/10.59488/tragica.v19i2.73155

Resumo

Este artigo investiga em que sentido é possível falar em normatividade na Ética de Spinoza a partir da noção de conatus, compreendido como a essência atual de cada coisa enquanto esforço de perseverar em seu ser. Embora Spinoza recuse valores morais transcendentes e qualquer forma de obrigação normativa fundada na vontade ou na consciência, sua filosofia não conduz ao relativismo ou ao amoralismo. O bem e o mal não designam propriedades das coisas, mas modos de pensar que exprimem, para um indivíduo determinado, os efeitos dos encontros sobre sua potência de agir. O desejo, entendido como o próprio conatus enquanto referido simultaneamente à mente e ao corpo, constitui a dinâmica pela qual essa potência se afirma na existência humana. Nesse contexto, o artigo pergunta em que sentido é legítimo empregar o vocabulário da normatividade para descrever a avaliação spinozana dos encontros e das afecções, mostrando que a ética de Spinoza não institui normas ou deveres, mas descreve as condições causais pelas quais certos modos de existir se tornam mais ou menos potentes.

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Referências

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Publicado

2026-05-18

Como Citar

RIBEIRO, Kivina de Oliveira. Avaliação ética imanente em Benedictus de Spinoza. TRÁGICA: Estudos de Filosofia da Imanência, [S. l.], v. 19, n. 2, p. 14–24, 2026. DOI: 10.59488/tragica.v19i2.73155. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tragica/article/view/73155. Acesso em: 20 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos publicados em fluxo contínuo