O Perigo da experiência literária

uma análise filosófica da relação entre literatura, ética e cultura

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Resumo

Este artigo objetiva elaborar uma análise na história da filosofia ocidental entre os séculos XVIII e XX sobre o vínculo entre literatura, ética e cultura. Este recorte temporal se justifica devido à afirmativa foucaultiana do aparecimento da literatura como instituição a partir do século XIX em sua materialidade de livro. Decorre disto a metodologia empregada de uma análise transversal de obras filosóficas e literárias em busca da resposta à pergunta filosófica pela existência e o modo desta vinculação. Para sua consecução, em um primeiro momento, tratamos sobre o vínculo explicitado por Alexander Gottlieb Baumgarten entre estética literária e ética. Em um segundo momento, investigamos o vínculo entre literatura, ética e cultura a partir de Tzvetan Todorov, Richard Rorty e György Lukács. Em um terceiro momento, analisamos a partir da obra de Michel Foucault essa ligação tendo por enfoque a experiência de pensamento, a estratégia de resistência à dominação e a crítica do presente que somos. Assim, a literatura passa a ser compreendida em seu potencial perigosamente subversivo, transgressor, transformativo e criador de uma política outra de nós mesmos.

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Biografia do Autor

Giovani do Carmo Júnior, Universidade Federal do Paraná

Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco, bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo e pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, Especialista em Filosofia Contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Ética e Filosofia Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutorando em Ética e Filosofia Política pela Universidade Federal do Paraná.

Publicado

2026-03-27

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