Era uma vez uma gramática que não tinha <i>Morfologia</i>

Autores

  • Maria Carlota Rosa UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2013.v0n0a4005

Resumo

Numa obra seiscentista, anterior, portanto, não somente ao surgimento da Linguística mas também ao termo Morfologia, de que meios um gramático podia lançar mão para descrever a estrutura e formação das palavras? Para isso, tomamos por base uma obra escrita no Brasil dos anos finais do século XVII: a Arte da língua de Angola, do jesuíta Pedro Dias (1697). A obra descreve o quimbundo, língua do grupo banto, ainda hoje falada em Angola.  Insere-se no modelo de descrições jesuíticas para línguas do Novo Mundo que tinha por base a gramática latina de Manuel Álvares. Sem unidades como raiz ou prefixo, é com unidades como letra e palavra que Dias descreve a complexa morfologia dessa língua.

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Publicado

2013-12-27

Como Citar

ROSA, Maria Carlota. Era uma vez uma gramática que não tinha <i>Morfologia</i>. Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, p. 25–38, 2013. DOI: 10.35520/diadorim.2013.v0n0a4005. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/4005. Acesso em: 8 mar. 2026.

Edição

Seção

Artigos Inéditos