ASPECTOS DA ENTOAÇÃO NA FALA DE PACIENTES COM ESQUIZOFRENIA

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2022.v24n1a47245

Schlagworte:

Esquizofrenia, Prosódia, Entoação, Análise automática, Entropia.

Abstract

O objetivo deste artigo é desenvolver uma metodologia capaz de analisar se a informação entoacional produzida por falantes com esquizofrenia apresenta características particulares capazes de especificar a fala destes indivíduos. É reportado na literatura médica que pacientes com este transtorno tendem a produzir a entoação de forma específica, seja pela sua falta (aprosódia), seja pelo seu excesso (hiperprosódia). A caracterização dessa entoação pode ser importante facilitador para o diagnóstico da esquizofrenia. Para este fim, realizamos um experimento com 10 pacientes com esquizofrenia e 10 sujeitos-controle, todos do sexo masculino e com idade e escolaridade pareadas. A extração dos dados foi feita pelo aplicativo ExProsodia, tomando exclusivamente a entoação para determinar as fronteiras prosódicas frasais, por esta razão o critério sintático não foi levado em consideração. Após a segmentação, procedemos com o cálculo da quantidade de informação veiculada exclusivamente pelos parâmetros entoacionais, para isso calculamos a entropia de Shannon, para cada uma das frases analisadas. Os resultados indicam diferenças significativas entre os grupos, de modo que o valor de entropia na fala de sujeitos com esquizofrenia foi significativamente menor do que a do grupo de controle: tc(1,81) > to(-3,04), p<0,01. A partir desses resultados, propomos que a entoação da fala de sujeitos com esquizofrenia se caracteriza de forma bastante homogênea, com forte tendência à diminuição na quantidade de informação que poderia manifestar por meio da variação de F0.

 

This article aims to develop a methodology capable of analyzing whether the intonation information produced by speakers with schizophrenia presents characteristics capable of specifying these individuals. It is reported in the medical literature that patients with this disorder tend to produce intonation in a specific way, either due to the lack (aprosody) or its excess (hyperprosody) of prosody. The characterization of this intonation can be an important support for the early diagnosis of schizophrenia. For this purpose, an experiment was conducted with 10 patients with schizophrenia and 10 control subjects, all male, and with matched age and education. Data extraction was done by the ExProsodia application, exclusively using intonation to determine the phrasal boundaries, for this reason, the syntactic criterion was not considered. After segmentation, we proceeded with the calculation of the amount of information conveyed exclusively by the intonation parameters, for that we calculated the Shannon’s entropy for each of the analyzed sentences. The results indicate significant differences between the groups, such that the entropy value in the speech of subjects with schizophrenia was significantly lower than that of the control group: tc(1.81) > to(-3.04), p< 0.01. Based in these results, we propose that the speech intonation of subjects with schizophrenia is characterized in a very homogeneous way, with a strong tendency to decrease the amount of information that could be expressed through the F0 variation.

Literaturhinweise

ALBUQUERQUE, G. et al. Processamento da linguagem no transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), D.E.L.T.A., v. 28, n. 2, p. 245-280; 2012.

AMARANTE, P. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Rio de Janeiro: Fio Cruz; 2007.

AMERICAN PSYCHIATRY ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental disorders - DSM-5. 5th.ed. Washington: American Psychiatric Association; 2013.

ANDREASEN, N. C. Negative symptoms in schizophrenia: definition and reliability. Archives of general psychiatry, v. 39, n. 7 , p. 784-788, 1982.

ARAUJO, M. A. FERRARI-NETO, J. Aquisição da correferência anafórica e sua relação com o desenvolvimento da memória de trabalho. Veredas – Revista de Estudos Linguísticos, v. 24, n.1, p. 222-257, 2020.

BEBBINGTON, P. et al. (ed.) Mental health and wellbeing in England: Adult Psychiatric Morbidity Survey 2014. Leeds: NHS Digital, 2016. p. 131-152

BEHLAU, M. Voz. O livro do especialista. Vol. I. Rio de Janeiro: Revinter; 2001.

BOLINGER, D. Intonations and its Uses. Melody in grammar and discourse. Stanford: Stanford University Press; 1989.

BOOMER, D. S.; DITTMANN, A. T. Hesitation pauses and juncture pauses in speech. Language and Speech, 5(4):215-220, 1962.

BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União; 2013a.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Portaria SAS/MS nº 364, de 9 de abril de 2013b.

CAGLIARI, L. C. Elementos de Fonética do Português Brasileiro. [Tese]. Campinas: Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade de Campinas; 1981.

CAMPBEL, N. Automatic detection of prosodic boundaries in speech. Speech Communication, 13(3-4):343-354, 1993.

CECCHERINI-NELLI, A.; TURPIN-CROWTHER, K.; CROW, T. J. Schneider's first rank symptoms and continuous performance disturbance as indices of dysconnectivity of left- and right-hemispheric components of language in schizophrenia. Schizophrenia Research, 90:203-213, 2007.

COHEN A, HART JT. Anatomy of intonation. Lingua,19(2):177-192, 1967.

CONSONI. F. Aspectos da percepção da proeminência tonal em português brasileiro. 2011. [Tese]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

COOPER, J.; SARTORIUS, N. Cultural and temporal variations in schizophrenia: a speculation on the importance of industrialization. The British Journal of Psychiatry, 130:50-55, 1977.

COOPER, W. E.; SORENSEN, J. M. Fundamental frequency contours at syntactic boundaries. Journal of the Acoustical Society of America, 62(3):683-692, 1977.

COOPER, W. E.; SORENSEN, J. M. Fundamental Frequency in Sentence Production. New York: Springer-Verlag; 1981.

CONSONI. F. Aspectos da percepção da proeminência tonal em português brasileiro. 2011. [Tese]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

CROW, T. J. Schizophrenia as the price that Homo sapiens pays for language: a resolution of the central paradox in the origin of the species. Brain Research Reviews, 31:118–129, 2000.

CROW, T. J. Auditory hallucinations as primary disorders of syntax: an evolutionary theory of the origins of language. Cognitive Neuropsychiatry, 9(1-2):125-45, 2004.

CROW, T. J. The 'big bang' theory of the origin of psychosis and the faculty of language. Schizophrenia Research, 102 (1-3):31-52, 2008.

DANEŠ, F. Sentence intonation from a functional point of view. Word-Journal of the International Linguistic Association, 16(1):34-54, 1960.

DITTMANN, A. T.; LLEWELLYN, L. G. Phonemic clause as a unit of speech decoding. Journal of Personality and Social Psychology, 6(3):341-349, 1967.

DUEZ, D. Perception of silent pauses in continuous speech. Language and Speech, 28:377-389, 1985.

ERNALA, S. K. et al. Linguistic Markers Indicating Therapeutic Outcomes of Social Media Disclosures of Schizophrenia. PACM on Human-Computer Interaction, v. 1, n. CSCW, Article 43. Publication date: November 2017.

FAIRBANKS, G. Recent experimental investigations of vocal pitch in speech. Journal of the Acoustical Society of America, 11(4):457-466, 1940.

FERREIRA-NETTO, W et al. Relações entre variação de gênero e variação tonal na fala de língua portuguesa do Brasil. Revista Symposium (Lavras), v. 7, n. 1, p. 70-73, 2010.

FERREIRA-NETTO, W .et al. Tentativa de disposição de registros entoacionais num eixo horizontal organizado pela tensão entoacional. Gradus, v. 2,. n. 1, p. 14-29, 2017.

FERREIRA-NETTO, W. Análise automática de manifestações emocionais em PB: aplicações do programa ExProsodia. In: Ferreira-Netto, W. (org). ExProsodia. Resultados Preliminares. São Paulo: Paulistana; 2016. p. 11-28

FERREIRA-NETTO, W. ExProsodia. Revista de Propriedade Industrial. PAULO, U. D. S. Brasil. RS 08992-2 2010.

FERREIRA-NETTO, W.; CONSONI, F. Estratégias prosódicas na leitura em voz alta e da fala espontânea. Alfa. Revista de Linguística, v. 52, n. 2, p. 521-534, 2008.

FERREIRA-NETTO, W.; MARTINS, M. V. M. Proposal of description for an intonation pattern: the Simulacrum of Neutral Intonation. Journal of Acoustical Society of America, n. 141, p. 3701, 2017.

FERREIRA-NETTO, W.; MARTINS M. V. M.; VIEIRA, M. F. Efeitos da entoação e da duração na análise automática das manifestações emocionais. Estudos Linguísticos, n,. 43, p. 22-32, 2014.

FLETCHER, J. Some micro and macro effects of tempo change on timing in French. Linguistics, 25(5):951-967, 1987.

FOUCAULT, M. História da loucura na idade clássica. Trad. José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Ed. Perspectiva; 1978.

FRIEDMAN, L. A.; OCONNELL, D. C. Pause reports for spontaneous dialogic speech. Bulletin of the Psychonomic Society, 29(3):223-225, 1991.

GARCIA, R. R. A entoação do dialeto caipira do Médio Tietê: reconhecimento, características e formação. 2015. [Tese]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

GARVIN, P. L, MATHIOT, M. Fused units in prosodic analysis. Word-Journal of the International Linguistic Association, 14:(2-3):178-186, 1958.

HARGREAVES, W. A.; Starkweather, J. A. Collection of temporal data with the duration tabulator. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 2(3):179-183, 1959.

HATADA, S. et al. Impaired musical ability in people with schizophrenia. Journal of Psychiatry and Neuroscience, v. 39, n. 2, p. 118-126, 2014.

HIRST, D.; CRISTO, A. D. A survey of intonation systems. In: Hirst D, Cristo A. D (org.). Intonation Systems. Cambridge: Cambridge University Press; 1998. p. 1-44

HOCKETT, C. F. A system of descriptive phonology. Language, 18(1):3-21, 1942.

JONES, D. An Ouline of English Phonetics. New York: G. E. Stechert & Co.; 1922.

KANTROWITZ, J. T. et al. Reduction in Tonal Discriminations Predicts Receptive Emotion Processing Deficits in Schizophrenia and Schizoaffective Disorder. Schizophrenia Bulletin, v. 39, n. 1, pp. 86–93, 2013

KANTROWITZ, J. T. et al. Amusia and protolanguage impairments in schizophrenia. Psychological Medicine, v. 44, n. 15 p. 2739-2748, 2014.

KOCH, I. V. Como se constroem e reconstroem os objetos-de-discurso. Revista Investigações, v. 21, n. 2, p. 99-114, 2008.

KOCH, I. V. Léxico e progressão referencial. In: RIO-TORTO, G. M.; FIGUEIREDO, O. M.;/ SILVA, F. (org.) Estudos em Homenagem ao Professor Doutor Mário Vilela. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2005. p. 263-276.

KOHLER, K. J.; NIEBUHR, O. The phonetics of emphasis. In: Trouvain, J. E.; Barry, W. J. International Congress of Phonetic Sciences (ICPhS), 2007, Saarbrücken. Jürgen Trouvain; William J. Barry. p. 2145-2148. Disponível em: http://www.ipds.uni-kiel.de/kjk/pub_exx/kk2007_4/emphasis_paper.pdf

KUHL, P. K. Human adults and human infants show a perceptual magnet effect for the prototypes of speech categories, monkeys do not. Perception & Psychophysics, 50(2):93-107, 1991.

LADD, D. R. Declination: a review and some hypotheses. Phonology Yearbook, 1:53-74, 1984.

LADD, D. R. Intonational Phonology. Cambridge: Cambridge University Press; 1996.

LEITÃO, M. M.; SIMÕES, A. B. G. A influência da distância no processamento correferencial de pronomes e nomes repetidos em português brasileiro. Veredas Online, Atemática, n. 1, p. 262-272, 2011.

LEITMAN, D. I et al. Getting the cue: sensory contributions to auditory emotion recognition impairments in schizophrenia. Schizophrenia Bulletin, 36(3):545-556, 2010. https://academic.oup.com/schizophreniabulletin/article/36/3/545/1879036

LIEBERMAN, P. Intonation, Perception, and Language. Cambridge: The M.I.T. Press; 1967.

LÖVGREN, T.; DOORN, J. V. Influence of manipulation of short silent pause duration on speech fluency. DiSS’05, Disfluency in Spontaneous Speech Workshop, 2005, Aix-en-Provence. ISCA Archive. p.123-126. Disponível em: https://www.isca-speech.org/archive_open/archive_papers/diss_05/dis5_123.pdf

MADSEN, S. M. K.; WHITEFORD, K. L.; OXENHAM, A. J. Musicians do not benefit from differences in fundamental frequency when listening to speech in competing speech backgrounds. Scientific Reports, 7, 2017. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-017-12937-9

MAEDA, S. A characterization of American English intonation. 1976. 332 [Thesis]. Massachusetts: Electrical Engineering, Massachusetts Institute of Technology.

MARTINEZ-SANCHEZ, F. et al. Can the Acoustic Analysis of Expressive Prosody Discriminate Schizophrenia? The Spanish Journal of Psychology, n. 18, e86, 1–9, 2015.

MARTINS, M. V. M. Aspectos da percepção e do controle entoacional do Português Brasileiro. 2011. [Dissertação]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

MARTINS, M. V. M.; FERREIRA-NETTO W. Os limiares de diferenciação tonal do português brasileiro. Revista do GEL, v. 14, n. 2, p. 157-182, 2017.

MARTINS, M. V. M.; FERREIRA-NETTO, W.; PERES, D. O. Diferença tonal mínima perceptível em português e inglês. In: SEMINÁRIO DO GEL, 65. Assis: GEL 2017. [citado em 22 ago. 2018]. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Waldemar_Ferreira_Netto/publication/322931630_Diferenca_tonal_minima_perceptivel_em_portugues_e_ingles/links/5a783589aca2722e4df15115/Diferenca-tonal-minima-perceptivel-em-portugues-e-ingles.pdf

MITCHELL, R. L. C.; CROW, T. J. Right hemisphere language functions and schizophrenia: The forgotten hemisphere? Brain, v. 128, n. 1, p. 963–978, 2005.

MORAES, J. A. Intonational Phonology of Brazilian Portuguese. In: Workshop on Intonational Phonology: understudied or fieldwork languages, ICPHS 2007 Satellite meeting. Saarbrucken 2007. Disponível em: http://linguistics.ucla.edu/people/jun/Workshop2007ICPhS/Moraes-BP.pdf

MORAES J. A. Intonation in Brazilian Portuguese. In: Hirst, D. E.; Cristo, A. D. (Eds.). Intonation System. A survey of twenty languages. Cambridge: Cambridge; 1998. p. 179-194.

MOTA, N. et al. Graph analysis of dream reports is especially informative about psychosis. Scientific Reports, 4:3691, 2014.

NARDI, A. E.; QUEVEDO, J.; SILVA, A. G. Esquizofrenia: teoria e clínica. Porto Alegre: Artmed; 2015.

NASLUND, J. A. et al. Health Behavior Models for Informing Digital Technology Interventions for Individuals With Mental Illness. Psychiatric rehabilitation journal, v. 40, n. 3, p. 325–333, 2017

OLIVEIRA, M. The Role of Pause Occurrence and Pause Duration in the Signaling of Narrative Structure. In: Ranchhod, E.; Mamede, N. J. (Eds). Advances in natural language processing: third international conference; proceedings. Berlin: Springer; 2002. p. 43-51.

PARK, S. et al. Abnormal production of prosody and reduced range of pitch in schizophrenia; towards quantification of flat affect. Schizophrenia Research, 98:189-190, 2008.

PAROLA, A. et al. Voice patterns in schizophrenia: A systematic review and Bayesian metaanalysis. Schizophrenia Research, v 216, p, 24-40, 2020.

PERES, D. O.; CONSONI, F.; FERREIRA-NETTO, W. A influência da cadeia segmental na percepção de variações tonais. LLJournal, v. 6, n. 1, 2011. Disponível em: https://lljournal.commons.gc.cuny.edu/2011-1-deoliveira-texto.

PIERREHUMBERT, J. B. Automatic recognition of intonation patterns. In: Marcus, M. (Eds.). Annual Meeting of the Association for Computational Linguistics, 1983, Cambridge. Proceedings...1983, p. 85-90.

PIERREHUMBERT, J. B. The Phonology and Phonetics of English Intonation. 1980. [Thesis] Linguistics and Philosophy, Massachusetts Institute of Technology, Cambridge.

PIERREHUMBERT, J. The perception of fundamental frequency declination. Journal of the Acoustical Society of America, 66(2):363-369, 1979.

PIKE, K. L. The Intonation of American English. Ann Arbor: The University of Michigan Press; 1945.

PRICE, P. J.; OSTENDORF, M.; WIGHTMAN, C. W. Prosody and parsing. In: Linguistics, A. F. C., Workshop on Speech and Natural Language-HLT, 1989, Cape Cod. Proceedings... p. 5-11.

PRONOVOST, W. An experimental study of the habitual and natural pitch levels of superior speakers. 1939. [Thesis]. Iowa City: State University of Iowa.

SANTOS, A. E. Comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia. 2012. [Dissertação] Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo, 2012.

SANTOS, E et al. Comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia. Revista CEFAC, vol. 16, núm. 4, p. 1283-1293, 2014.

SHANNON, C. E. A Mathematical Theory of Communication. The Bell System Technical Journal, 27:379-423, 1948.

SILVA, E. W. R. D. A relação entre produção e percepção de pistas prosódicas na segmentação de narrativas espontâneas. 2017. [Thesis] Maceió: Letras, Universidade Federal de Alagoas.

SILVERMAN, K. ET AL. ToBI: a standard for labeling English Prosody. In: The Second International Conference on Spoken Language Processing – ICSLP, 1992, Banff, Alberta. Proceedigns... p. 867-870.

SNIDECOR, J. C. A comparative study of the pitch and duration characteristics of impromptu speaking and oral reading. Speech Monographs, 10:50-56, 1943.

SNIDECOR, J. C. An objective study of phrasing in impromptu speaking and oral reading. Speech Monographs, 11:97-104, 1944.

SNIDECOR, J. C. The pitch and duration characteristics of superior female speakers during oral reading. Journal of Speech and Hearing Disorders, 16(1):44-52, 1951.

STEELE, J. Prosodia Rationalis: or an essay towards establishing the melody and measure of speech, to be expressed and perpetuated by peculiar symbols. Second edition amended and enlarged. London: J. Nichols; 1779.

STETSON, R. H. Motor Phonetics. A study of speech movements in action. Amsterdam: Springer; 1927.

TAYLOR, P. Analysis and synthesis of intonation using the Tilt model. Journal of the Acoustical Society of America, 107(3):1697-1714, 2000.

TAYLOR, P. The rise fall connection model of intonation. Speech Communication, 15(1-2):169-186, 1994.

T’HART, J.; COLLIER, R.; COHEN, A. A perceptual study of intonation. Cambridge: Cambridge University Press; 1990.

TODOROV, T. Les genres du discours. Paris: Édition de Seuil, 1978.

TRAGER, G. L.; SMITH, H. L. An Outline of English Structure. Washington: American Council of Learned Societies; 1957.

TRUBETZKOY, N. S. Principios de fonologia. Trad. Delia Garcia Giordano. Madrid: Editorial Cincel; 1973.

VAISSIÈRE, J. Language Independent Prosodic Features. In: Cutler, A.; Ladd, R. (Eds.) Prosody: Models and Measurements. Heidelberg: Springer Verlag; 1983. p. 53-65.

VAISSIÈRE, J. On French prosody. Quaterly Progress Report, Research Laboratory of Electronics, Massachusetts Institute of Technology, 212- 223, 1974.

VASSOLER, A. M. O.; MARTINS, M. V. M. A entoação em falas teatrais: uma análise da raiva e da fala neutra. Revista Estudos Linguísticos, v. 42, n. 1, p. 9-18, 2013.

VERZEANO, M.; FINESINGER, J. E. An automatic analyzer for the study of speech in interaction and in free association. Science, 110(2845):45-46, 1949.

XU Y. Speech Melody as articulatorily implemented communicative functions. Speech Communication, 2005;46:220–251.

Veröffentlicht

2023-04-14