violência extrema, tráfico de drogas, mercados ilícitos, facções, juventude
Resumo
Este artigo procura entender por que facções e seus sujeitos envolvidos no mercado de drogas gaúcho recorreram à violência extrema, entre 2016 e 2018. Com base em notícias de jornal, grupos focais e entrevistas narrativas com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, concluiu-se que o emprego de violência extrema constituiu um instrumento essencial na estratégia de expansão dos embolamentos no mercado de droga no estado. O uso da violência como fim principal da ação aprofundou o envolvimento dos sujeitos na “guerra”, apontando para um padrão de sociabilidade, com códigos de solidariedade internos aos grupos.
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Biografia do Autor
Betina Warmling Barros, Universidade de São Paulo
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade de São Paulo (USP, São Paulo, Brasil). Tem mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, Porto Alegre, Brasil) e graduação em ciências jurídicas e sociais pela mesma universidade. É pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Melissa de Mattos Pimenta, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professora associada do Departamento de Sociologia da UFRGS e membro permanente do PPGS/UFRGS. Tem doutorado e mestrado pelo PPGS da USP e graduação em ciências sociais pela mesma universidade.
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