adolescentes autores de atos infracionais, sentenças, sistema socioeducativo, sujeição criminal, TJRJ
Resumo
Este artigo objetiva discutir a construção dos discursos de policiais militares em sentenças emitidas contra adolescentes autores de atos infracionais. A partir de um conjunto de decisões emitidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), enfatizamos os argumentos oficiais para avaliar os testemunhos como perpetuadores de certos determinismos sobre espaços urbanos e sujeitos sociais. Advogamos que há um padrão discursivo entre os oficiais, que descreve a hostilidade como justificativa para a ostensividade, além de uma prevalência dos testemunhos policiais ante o processamento das decisões.
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Biografia do Autor
Carla Mangueira Gonçalves Machado, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal Fluminense (UFF, Niterói, Brasil) e graduada em serviço social pela UFF, com período sanduíche na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPCE) da Universidade de Coimbra (UC, Portugal). É pesquisadora do Grupo Interdisciplinar de Estudo e Pesquisa em Cotidiano e Saúde (Gripes/CNPq/UFF) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Sujeito, Sociedade e Estado (NEPSSE/INCT-InEAC) e pesquisadora associada do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) da UFRJ.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.