De carcereiros a policiais: presenciamos o nascimento de uma força de ciclo completo?

Autori

DOI:

https://doi.org/10.4322/dilemas.v19.n1.65948

Parole chiave:

Polícia Penal, ciclo completo, burocracia de custódia, LEP

Abstract

As burocracias de custódia nascem nos estados a partir da década de 1990 com missão de repressão e ressocialização. Ao longo dos anos, elas se tornam cada vez mais repressivas até serem transformadas em Polícia Penal em 2019. Neste artigo, analisamos a trajetória dessas carreiras a partir da revisão das leis orgânicas estaduais da categoria e de entrevistas com lideranças sindicais. Concluímos que a Polícia Penal nasceu próxima do ciclo completo de polícia e agora tenta romper as delimitações físicas das prisões para atuação externa, numa lógica cada vez mais repressiva, fenômeno que apresenta nuances a depender do estado em questão.

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Biografie autore

Natália Martino, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil

É pesquisadora na Rede Feminina de Estudos de Violência, Justiça e Prisões (Rede FEMJUSP) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil). É doutora em Ciência Política, mestre em Sociologia e graduada em Comunicação Social, todos pela UFMG.

Ludmila Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil

É professora associada no Departamento de Sociologia e pesquisadora na Rede Feminina de Estudos de Violência, Justiça e Prisões (Rede FEMJUSP), ambos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil).

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Pubblicato

2026-03-16

Fascicolo

Sezione

Dossiê Quatro décadas da Lei de Execução Penal: Construções do encarceramento como problema público