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Chamadas abertas para publicação: próximos dossiês temáticos

 

Título

Data-limite para submissão

Organizadores

DESCRIÇÕES MORFOLÓGICAS DAS LÍNGUAS ROMÂNICAS: ABORDAGENS HISTÓRICAS

30 de novembro de 2019

Natival Simões Neto (UEFS) e Mailson Lopes (UFBA)

ARTE, HISTÓRIA E ESCRITA

31 de janeiro de 2020

Alberto Martín Chillón (EBA/UFRJ)

HISTÓRIA E HISTÓRIAS DO LÉXICO: DIFERENTES PERSPECTIVAS

31 de março de 2020

Marcus Vinícius Pereira das Dores (USP) e Maria Filomena Gonçalves (Universidade de Évora)

LÍNGUAS E VARIEDADES EM CONTATO NO ÂMBITO ROMÂNICO

30 de julho de 2020

Sarah Bürk (Universität Paderborn), Vicente Álvarez Vives (Universität Paderborn) e Virginia Sita Farias (UFRJ)

ESTUDOS EM FONÉTICA E FONOLOGIA: QUANDO O PASSADO E O PRESENTE SE ENTRECRUZAM

30 de setembro de 2020

Danielle Kely Gomes (UFRJ/Letras Vernáculas) e Marcelo Alexandre Lopes de Melo (UFRJ/ Linguística e Filologia)

CAMINHOS DA PALEOGRAFIA

30 de novembro de 2020

Sonia Troitiño (UNESP/Ciência da Informação)

Além das chamadas em aberto para os dossiês temáticos, a Revista LaborHistórico continua recebendo trabalhos em fluxo contínuo.

 
Publicado: 2019-11-01
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: CAMINHOS DA PALEOGRAFIA

Organizadora: Sonia Troitiño (UNESP/Ciência da Informação).

O homem, diante da grande diversidade de formas de registro da informação disponíveis, em cada momento histórico, estabeleceu relações e vínculos conforme a necessidade de expressão, instrumentalização e memorialização de ações e ideias, do público e do privado. Desse modo, o presente dossiê busca discutir, a partir de perspectivas teóricas e estudos documentais, o lugar e papel da Paleografia na atualidade. Além da reflexão sobre a Paleografia enquanto uma ciência viva e ativa, propomos abrir espaço para o debate sobre os diferentes tipos de acervos existentes; criação, origem e características de seus manuscritos; assim como os meios de organização e tratamento documental observados, explicados e operacionalizados pelo método paleográfico.

Serão bem-vindas discussões em torno de temas como:

  • Epistemologia da ciência paleográfica: o ontem e o hoje
  • Conceitos, usos e aplicabilidade da paleografia em documentos contemporâneos
  • História Cultural, História da Escrita e História da Alfabetização pelo viés paleográfico
  • Paleografia Digital
  • Acesso à informação
  • Usos na organização arquivística e construção de instrumentos de pesquisa
  • Reflexões sobre as diferentes regras e convenções para a edição de textos
  • Transcrição crítica e representação da informação
  • Estudos paleográficos de documentos

Da mesma forma, serão acolhidos trabalhos que tragam outras propostas de debate, a fim de problematizar e explicar as contribuições deixadas pela Paleografia para o desenvolvimento científico.

 
Publicado: 2019-11-01
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: ESTUDOS EM FONÉTICA E FONOLOGIA: QUANDO O PASSADO E O PRESENTE SE ENTRECRUZAM

Organizadores: Danielle Kely Gomes (UFRJ/Letras Vernáculas) e Marcelo Alexandre Lopes de Melo (UFRJ/ Linguística e Filologia).

Ao longo do tempo, os sons de uma língua podem mudar de diferentes formas. Por ser o tipo de mudança linguística mais fácil e fartamente observado, a mudança sonora tem sido objeto de estudo mesmo antes do advento da Linguística moderna e do que, atualmente, se entende por Fonologia. 

Já no século XIX, o debate sobre a unidade da mudança sonora – o som (neogramáticos) ou a palavra (difusionistas) – ganhava espaço na literatura, sendo, ainda hoje, tema de discussão. Tanto na abordagem estruturalista quanto nos quadros teóricos pós-saussereanos, a proposta de métodos para a descrição de aspectos fonológicos das línguas ganha relevo. 

São foco de interesse do dossiê “Estudos em Fonética e Fonologia: quando o passado e o presente se entrecruzam” trabalhos que investiguem a variação fonética e suas consequências para a descrição da Fonologia do Português, análises contrastivas de fenômenos fonético-fonológicos entre variedades do Português e entre o Português e as demais línguas românicas, investigações que lidem com reflexos da variação fonética/mudança fonológica na escrita (seja na perspectiva sincrônica, seja sob um viés diacrônico). 

O objetivo do número é reunir investigações que teçam reflexões sobre a variação e a mudança linguísticas no âmbito da Fonologia, sob os mais diversos quadros teóricos e perspectivas/métodos de análise, e que as discussões – respeitado o critério de pluralidade de enfoques – contribuam para o (re)conhecimento da heterogeneidade e  da mudança linguísticas.

Os textos inéditos devem ser encaminhados por meio do site da revista, para o seguinte endereço: https://revistas.ufrj.br/index.php/lh.

Data-limite para submissão: 30 de novembro de 2020.

 
Publicado: 2019-08-30
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: LÍNGUAS E VARIEDADES EM CONTATO NO ÂMBITO ROMÂNICO

Organizadores: Sarah Bürk (Universität Paderborn), Vicente Álvarez Vives (Universität Paderborn) e Virginia Sita Farias (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A história dos contatos linguísticos confunde-se com a própria história das línguas. Os primeiros estudos sobre línguas em contato, entretanto, remontam-se ao século XIX, com nomes como Hugo Schuchardt e William Whitney, e é somente em meados do século XX, com a publicação de Languages in contact: Findings and Problems (1953) de Uriel Weinreich, que começa a consolidar-se uma nova disciplina científica dedicada aos problemas atienentes ao contato entre línguas – ou entre suas variedades.

As situações de contato linguístico mais prototípicas, por assim dizer, devem-se ao deslocamento massivo de pessoas, decorrente de processos de conquista e colonização ou de influxos migratórios, bem como ao intercurso entre indivíduos em zonas de fronteira ou em territórios onde, pelas mais diversas circunstâncias, convivem diferentes comunidades linguísticas. Langenbacher-Liebegott (2012) recorda, porém, que o contato também pode dar-se de forma virtual. Nesse sentido, cabe destacar o papel dos meios de comunicação e, sobretudo, da internet na difusão de textos escritos e orais em línguas “estrangeiras” – especialmente de línguas globais, como o inglês e, até certo ponto, o espanhol. Ademais, a prática da tradução e o ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras também propiciam, tradicionalmente, situações de contato linguístico.

Não são, contudo, propriamente as línguas ou variedades que entram em contato: este é um processo essencialmente cognitivo, uma vez que ocorre no cérebro do indivíduo. No entanto, as consequências desse processo mental não se fazem notar apenas na realização individual, ou parole – o que caracterizaria a interferência linguística propriamente dita (cf. Kabatek 1996) – mas também podem chegar a afetar a langue – podendo acarretar a mudança linguística.

Levando em consideração essas premissas, a revista LaborHistórico – periódico semestral online do Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializado na área de Linguística  Histórica Românica – deseja organizar um dossiê temático sobre estudos de contatos linguísticos, no qual congregará trabalhos que se dediquem à investigação do contato entre línguas ou variedades no âmbito românico – e dos fenômenos decorrentes deste contato – a partir dos mais diversos pontos de vista e abordagens teóricas e metodológicas, tendo em vista a interdisciplinaridade característica da disciplina em questão.

Os textos inéditos devem ser encaminhados por meio do site da revista, para o seguinte endereço: https://revistas.ufrj.br/index.php/lh.

Data-limite para submissão: 30 de setembro de 2020.

 
Publicado: 2019-08-30
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: HISTÓRIA E HISTÓRIAS DO LÉXICO: DIFERENTES PERSPECTIVAS

Organizadores: Marcus Vinícius Pereira das Dores (USP) e Maria Filomena Gonçalves (Universidade de Évora)

Com este dossiê temático da Revista LaborHistórico, pretende-se trazer novas contribuições para as chamadas Ciências do Léxico numa perspectiva histórica. É bem sabido que a Lexicologia, a Lexicografia e a Terminologia – disciplinas que integram essas ciências – foram estabelecendo, nas últimas décadas, os respectivos estatutos epistemológicos, definindo escopos e métodos próprios. Ainda assim, isso não impede que aquelas disciplinas devam cruzar-se, objetivando uma perspectiva “holística”, por assim dizer, das dimensões envolvidas no léxico (veja-se Villalva e Silvestre, 2014), tanto mais que o estudo do léxico envolve igualmente outras áreas da Linguística (fonética/fonologia, morfologia…).


É evidente que, a exemplo dos demais níveis linguísticos, o léxico também varia e muda ao longo do tempo. Processos de mudança lexical até costumam chamar mais a atenção dos usuários da língua do que aqueles que afetam os domínios restantes do sistema estruturado a que se chama língua. Dada a natureza do léxico, delinear uma história geral – de várias línguas ou de uma só, de palavras ou de unidades lexicais, de (sub)sistemas lexicais ou de campos semânticos – é uma investigação que, além de atender a aspectos históricos, a práticas sociais e a movimentos culturais, pode ser objeto de diferentes perspectivas e metodologias (veja-se a já clássica Historia del Léxico Románico (1974), de Helmut Lüdtke, ou a História do Léxico Português (1990), de Dieter Messner).

Tendo em vista a diversidade de olhares sobre o léxico e sobre sua história, a presente chamada da revista LaborHistórico – periódico voltado para os “estudos desenvolvidos a partir de fontes escritas nos quais se destaque o labor do historiador diante de seu material de trabalho” – tem por objetivo reunir textos (artigos, resenhas, traduções, fontes primárias etc.) que, em algum aspecto, se relacionem com a história do léxico, em sentido lato ou estrito. Assim, serão muito bem-vindos trabalhos que, no âmbito das diferentes ciências do léxico, tratem de temas relacionados à variação e à mudança lexical, às relações entre léxico e sociedade, aos processos de formação de palavras e de lexicalização, assim como ao estudo de terminologias e de obras lexicográficas.

Os textos inéditos, escritos em português ou em inglês, devem ser encaminhados por meio do site da revista, para o seguinte endereço: https://revistas.ufrj.br/index.php/lh.

Data-limite para submissão: 31 de março de 2020.

 
Publicado: 2019-06-13
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: ARTE, HISTÓRIA E ESCRITA

Organizador: Alberto Martín Chillón (EBA/UFRJ)

Com um interesse interdisciplinar, LaborHistórico pretende organizar o dossiê especial Arte, História e Escrita, sob a organização do Prof. Alberto Martín Chillón (EBA/UFRJ), dedicado à relação entre arte e escritura, tanto ao papel e ao tratamento das fontes escritas quanto aos próprios processos da escritura da História da Arte. As linhas de trabalho abordadas incluem (mas não estão restringidas a):

(i) o conceito de fonte escrita, suas diferentes tipologias e caraterísticas;

(ii) os diferentes modos possíveis de tratamento das fontes escritas na História da Arte e sua importância na construção da disciplina;

(iii) o estudo das relações entre a imagem e o texto, como por exemplo os diálogos entre teoria e prática artística, a exemplo de manifestos e obras de arte;

(iv) a influência mútua entre o texto e a imagem, e como um pode condicionar e dirigir o outro, como no caso dos tratados religiosos;

(v) como a imagem e o texto compartilham o mesmo espaço e as relações que estabelecem, como no caso de inscrições, manuscritos iluminados, livros, revistas, quadrinhos ou a própria assinatura;

(vi) os textos sem relação direta com a imagem, como inscrições na arquitetura, túmulos, etc;

(vii) como se relacionam tematicamente e formalmente as obras literárias e artísticas que compartilham inspiração, observando as diferentes construções que a arte e a literatura elaboram e suas mútuas relações;

(viii) assuntos como a ilustração, o uso da imagem a serviço do texto, a écfrase, assuntos de crítica e teoria artística, ou curadoria e o processo de construção através do texto, assim como o próprio papel do texto como elemento artístico ou como própria obra de arte, e a obra de arte como modo de escrita.

Em síntese serão aceitas contribuições que reflitam sobre o labor histórico do historiador da arte diante de suas fontes de trabalho e o uso das fontes escritas, assim como a relação entre arte e escritura.

Data-limite para submissão: 31 de janeiro de 2020.

 
Publicado: 2019-06-15
 

Chamada aberta para publicação: Dossiê Temático

 

Título: DESCRIÇÕES MORFOLÓGICAS DAS LÍNGUAS ROMÂNICAS: ABORDAGENS HISTÓRICAS

Organizadores: Natival Simões Neto (UEFS) e Mailson Lopes (UFBA)

Com o advento do Estruturalismo e, a partir dele, de uma leitura a-histórica do fenômeno linguístico (CARVALHO, 2008), o peso quantitativo e qualitativo dos estudos diacrônicos sobre a língua sofreu uma séria obnubilação (MATTOS E SIVA, 2008), só parcialmente recuperado a partir das décadas de 60 a 80 do século passado, processo que continua em marcha até os nossos dias. A morfologia histórica, como subdisciplina da linguística histórica, não foi poupada de tal descenso, tendo o seu cultivo quase que fenecido (PENA, 2009). Não obstante, parece ela experimentar o reinício de uma discreta vitalidade nos últimos anos (BASILIO, 2009), talvez pela redescoberta (ou ênfase) de que a estruturação e o comportamento do componente morfológico moldam-se em conformidade com as características enraizadas no fluxo temporal da língua (RIO-TORTO, 2014). Parece indiscutível que essa revitalização encontra-se ligada ao surgimento e divulgação do marco teórico da sociolinguística variacional (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968), aos paradigmas epistemológicos pautados no uso e em descrição de corpora empíricos (SOLEDADE, 2004; SANTOS, 2009; LOPES, 2013; GMHP, 2014) e, sem dúvida, à teoria da gramaticalização, desembocando (ainda timidamente) nos estudos de cariz cognitivista (SOLEDADE, 2013; SIMÕES NETO, 2016; LOPES, 2018). Aproveitando esse quadro multifacético, vê-se legitimidade em um intento de reunir estudos que se debrucem sobre a descrição e análise de fenômenos ou questões morfológicas mediante alguma leitura historicocêntrica, seja atinente ao fluxo temporal, seja fincada em recortes específicos de tal devir, pertencentes ao passado ou ao presente da língua.

Levando em consideração essas premissas, a revista LaborHistórico, voltada para a Linguística Histórica Românica, deseja organizar um dossiê temático sobre estudos de Morfologia Histórica no qual congregará trabalhos que se dediquem a algum dos seguintes temas:  

(i) reflexões sobre os aspectos teórico-epistemológico-metodológicos da morfologia histórica no âmbito das teorias morfológicas contemporâneas; 

(ii) interfaces da Morfologia com outras áreas interessadas pela relação entre língua e história, como a Filologia e a Etimologia;

(iii) descrição morfológica de períodos mais recuados das línguas, destacadamente, o período medieval;

(iv) periodização das línguas com base em aspectos morfológicos;

(v) descrição de aspectos morfológicos relevantes para a distinção entre variedades europeias e não europeias em perspectiva sincrônica ou diacrônica; 

(vi) processos de gramaticalização e lexicalização atinentes aos afixos; 

(vii) polissemia de afixos em perspectiva diacrônica ou sincrônica; 

(viii) mudanças de estatuto morfológico; 

(ix) processos morfofonológicos na história das línguas;

(x) variação morfológica em perspectiva sincrônica ou diacrônica;

(xi) comparação interlinguística atinente a fenômenos morfológicos em perspectiva sincrônica ou diacrônica;

(xii) processos de neologia e arcaização relacionados com a morfologia;

(xiii) homonímia, sinonímia e antonímia de afixos em perspectiva histórica ou sincrônica;

(xiv) concorrência/coocorrência de afixos em dado recorte sincrônico ou em fluxo diacrônico.

Data-limite para submissão: 30 de novembro de 2019.

 
Publicado: 2019-06-18
 

Chamada aberta para publicação: Fluxo contí­nuo

 
Além de chamadas específicas para dossiês temáticos, a partir de 2018, a revista LaborHistórico também receberá contribuições em fluxo contínuo.  
Publicado: 2018-04-23
 
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