Mudança linguística e gramática gerativa: uma perspectiva de aquisição da linguagem

Eloísa Maiane Barbosa Lopes, Danniel da Silva Carvalho

Resumo


A Linguística Histórica é um ramo da linguística bastante produtivo que busca estudar e analisar as mudanças da língua no decorrer do tempo, além de apresentar a história e a organização da língua no passado. A mudança linguística apesar de ser tratada, geralmente, em uma perspectiva funcional, tem na teoria formal da Gramática Gerativa uma explicação a partir do processo de Aquisição da Linguagem.  Dessa forma, objetivamos neste estudo fomentar uma discussão a respeito da mudança como um objeto teórico da teoria gerativa, entendendo como a mudança é compreendida como um fenômeno de Aquisição da Linguagem, sendo prevista a partir das noções de input (experiência), parâmetros e Gramática Universal.

Palavras-chave


Linguística Histórica; Mudança Linguística; Gramática Gerativa; Aquisição da Linguagem; Parâmetro

Texto completo:

PDF

Referências


BAKER, M. C. Linguistic Differences and Language Design. Departament of Linguistics Rutgers University 18 Seminary Place. New Brunswick, 2003. p. 1-14.

BORGES NETO, J. Formalismo versus Funcionalismo nos estudos linguísticos. In: Ensaios de Filosofia da Linguística. São Paulo: Parábola, 2004. p. 83-94.

CHOMSKY, N. Aquisição e uso da linguagem, In: Linguística Cartesiana. Petrópolis: Editora Vozes limitada, tradução portuguesa, 1972. p. 75-88.

CHOMSKY, N. Minimal Computation and the Architecture of Language. Chinese Semiotic Studies. EUA. 12(1), 2016a. p. 13-24.

CHOMSKY, N. The language capacity: architecture and evolution. Psychon Bull Rev. Cambridge. EUA. 01 July, 2016b.

COELHO, I. L.; GÖRSKI, E. M.; SOUZA, C. M. Para conhecer: Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2014.

DASCAL, M.; BORGES NETO, J. De que trata a linguística, afinal? In: Histoire Épistémologie Langage. Tome 13, facicule 1, 1991. p. 13-50.

FARACO, C. A. A Linguística Histórica:uma introdução ao estudo da história das línguas.1. ed. São Paulo: Parábola, 2005.

KATO, M. Teoria sintática: de uma perspectiva de "-ismos" para uma perspectiva de "programas". In: DELTA: Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, 1997.

KENEDY, E. Curso básico de linguística gerativa. São Paulo: Contexto, 2013.

KROCH, A. Syntactic Change. In: BALTIN, M.; COLLINS, C. (Ed.). The Handbook of Contemporary Syntactic Theory, Blackwell, Oxford, 2001. p. 699-729.

LIGHTFOOT, D. How to set parameters: Arguments from language change. Cambridge, MA: MIT Press, 1991.

LIGHTFOOT, D. The development of language: Acquisition, change, and evolution. Malden, MA: Blackwell, 1999.

LIGHTFOOT, D. Language acquisition and language change. Advanced Review. Vol. 1, 2010. p. 677-684.

MIOTO, C.; FIGUEIREDO SILVA, M. C. F.; LOPES, R. Novo manual de sintaxe. São Paulo: Contexto, 2013.

PAIXÃO DE SOUSA, M. C. Língua Barroca: sintaxe e história do português nos 1600. Tese (Doutorado em Linguística) - Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2004.

PAIXÃO DE SOUSA, M. C. Linguística Histórica. In: NUNES, J.; PFEIFFER, C. (Org.). Introdução às Ciências da Linguagem: Língua, Sociedade e Conhecimento. Campinas: Pontes, 2006. p. 11-48.




DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v5i1.15922

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 LaborHistórico

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons

LaborHistórico | ISSN 2359-6910

A Revista LaborHistórico da Universidade Federal do Rio de Janeiro está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.