Notícias sobre um estudo cognitivo sócio-histórico da polissemia de “vacina”

A. Ariadne Domingues Almeida, Elisângela Santana dos Santos, Neila Maria Oliveira Santana

Resumo


Apresentam-se resultados preliminares de um estudo que objetiva verificar como é constituída a rede semasiológica do item léxico vacina e entender como se dá a construção dos sentidos dessa rede no devir do tempo. Como norte teórico, utilizam-se pressupostos da Semântica Cognitiva Sócio-Histórica, e, em particular, da Teoria da Metáfora e da Metonímia Conceptuais, estabelecendo diálogos com autores, como Lakoff e Johnson (1980), Silva (2006), Santos (2011) e Fernández Jaén (2012). Para traçar o percurso metodológico, adota-se a abordagem qualitativa, de caráter descritivo-interpretativo, exploratório e documental, sendo o corpus constituído por textos escritos na variedade brasileira do português, entre os séculos XIX, XX e XXI, disponíveis em corpora digitais da Linguateca. Os resultados do estudo mostram que, no lastro temporal, registram-se mudanças e variações na semasiologia de vacina.

Palavras-chave


Polissemia. Vacina. Semântica Cognitiva Sócio-Histórica. Metáfora. Metonímia.

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DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v7iespec.42818

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