Nos limites da modernidade: psicanálise e colonialidade

Autores/as

  • Luciano Dias

Palabras clave:

Psicanálise, racismo, colonialidade, violência, modernidade

Resumen

Este artigo circunscreve o projeto da modernidade a partir de uma leitura que encontra na produção incontida da violência a matriz estruturante do projeto civilizatório. Forjada neste contexto, a segregação racial naturaliza e legitima, no centro do projeto europeu, a descartabilidade da vida, a produção da violência e a banalização da morte. O objetivo desse percurso é explorar as contribuições e os limites da crítica freudiana ao projeto da modernidade. Apesar de Freud ter realizado uma leitura crítica, interrogando a produção de morte naturalizada no pacto civilizatório, a psicanálise pós-freudiana manteve seu alinhamento às matrizes teóricas da modernidade. Por esta via, enquanto não sustentar uma interrogação frontal, coerente e sistemática da incidência racial na montagem das subjetividades, o discurso psicanalítico seguirá reproduzindo a lógica colonial em seu pilar fundante.

Publicado

2023-04-18