Autobiografia como Reflexão e Autoformação de uma Professora de Histórias de Danças e suas contribuições para a transformação de um currículo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58786/rbed.2025.v4.n8.70075

Palavras-chave:

Autobiografia, Formação de professores, História da Dança, Prática docente, Currículo

Resumo

Este artigo apresenta uma pesquisa em desenvolvimento centrada na análise da minha trajetória docente em História da Dança, com mais de 15 anos de prática na Universidade Federal de Pernambuco. Motivada por uma crise profissional e reflexiva no contexto pós-pandêmico e político adverso, a investigação se concentra nas escolhas pedagógicas feitas na disciplina. O estudo propõe enfrentar a crise por meio de uma abordagem autobiográfica (Nóvoa, 1988, 2000, 2014; Josso, 2004), articulada a documentos de planejamento e referenciais teóricos, para promover uma reflexão crítica e autoformativa sobre limites e avanços da docência. A análise destaca o diálogo com a Teoria da História, práticas artísticas que problematizam memória e história e perspectivas anticoloniais. Parto da premissa de que as dimensões docente e pessoal são indissociáveis (Nóvoa, 2000; hooks, 2017); e objetivo aprimorar minha prática, repensar o currículo e produzir materiais didáticos significativos para o Ensino Superior (Silva; Sousa; Araújo, 2017).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Roberta Ramos Marques, Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, Recife, Brasil.

Professora Doutora e atual Coordenadora do Curso de Dança / Licenciatura da UFPE e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Dança - PPGDan - da UFRJ. Líder do Grupo de Pesquisa Peteca: Performance, Educação, Jogos e outras Tecnologias Emancipatórias da Criação Artística. Artista integrante das Mulheres da Improvisação. Membra do Acervo Recordança e do Coletivo Lugar Comum. Autora de Deslocamentos Armoriais (2012); e organizadora e autora nos livros Acordes e Traçados Historiográficos (2016); Motim (2017); Comum Singular (2019); Livro de Dançar (2022); e Mulheres da Improvisação: digifeminismos decoloniais na dança.

Referências

ALBUQUERQUE, Andréa Souza; GONÇALVES, Tadeu Oliver. Os desafios de ser e estar na profissão docente: reflexões de uma professora sobre sua trajetória profissional. Revista brasileira de pesquisa (auto)biográfica, Salvador, v.04, no. 10, p. 123-140, jan./abr. 2019.

BARROS, José D'Assunção. O projeto de pesquisa em história: da escolha do tema ao quadro teórico. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

BARROS, José D’Assunção. Teoria da história, vol II: os paradigmas revolucionários. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

BLEEKER, Maaike. (Un)Covering artistic thought unfolding. In: Project Muse. DRJ 44, 2. Winter 2012.

BLEEKER, Maaike. (Re)enacting thinking in movement. In: FRANKO, Mark (Ed.). The Oxford handbook of dance and reenactment. New York: Oxford, 2017.

BUARQUE, Isabela. Histórias e historiografias de Dança: problematizando o ensino e os currículos na formação universitária. Revista Brasileira de Estudos em Dança, vol. 01, n. 01, p. 138-166, 2022. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/52363. Acesso em: 9 jun. 2024.

BUENO, Belmira Oliveira. O método autobiográfico e os estudos com histórias de vida de professores: a questão da subjetividade. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 11-30, jan./jun. 2002.

BURKE, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: Unesp, 1992.

CADÚS, Eugenia. Derrubar monumentos e grafitar a história da dança: Táticas irreverentes das danças latino-americanas. Revista Brasileira de Estudos em Dança, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 89–107, 2022. DOI: 10.58786/rbed.2022.v1.n1.52504. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/52504. Acesso em: 9 jun. 2024.

CASTANHO, Maria Eugênia. Pesquisa em pedagogia universitária. In: Reflexões e práticas em pedagogia universitária. Campinas, SP: Papirus, 2017. [Ebook].

COLLINGWOOD, Robin George. The idea of History. Mansfield: Martino, 2014. [1946].

CONVERSAS sobre teoria da história. [Locução de]: Júlio Bentivoglio. Espírito Santo: Júlio Bentivoglio, 4 mai 2020. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/3dMjKmp2aS781S5WU5XMhm?si=c98fe80a5f9a4245. Acesso em: 09 jun. 2024.

DE LAET, T. Corpos co(se)m memórias: estratégias de re-enactment na dança contemporânea. Moringa - Artes do Espetáculo, [S. l.], v. 9, n. 2, 2018. DOI: 10.22478/ufpb.2177-8841.2018v9n2.43632. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/moringa/article/view/43632. Acesso em: 9 jun. 2024.

DIMENTI. Biblioteca de Dança. Salvador: Dimenti Produções Culturais, 2017. Disponível em: https://www.dimenti.com.br/obra/biblioteca-de-danca. Acesso em: 29 out. 2025.

FEBVRE, Lucien. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, Ltda., 1989.

GOMES, Angela de Castro. Escrita de si: escrita da história. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

GUARATO, Rafael. Seduzidos pelo passado: a crítica como fonte para história da dança. ARS (São Paulo), 17 (37), 2019. 227-243. Disponível em: https://revistas.usp.br/ars/article/view/146488. Acesso em: 9 jun. 2024.

GUARATO, Rafael. Histórias da dança que nos contam: a história da dança como conteúdo curricular no ensino superior no Brasil (1980-2020). Revista da Fundarte, Ano 23, n. 53, jan. a mar. de 2023, Fundação Municipal de Artes de Montenegro. Disponível em: https://seer.fundarte.rs.gov.br/index.php/RevistadaFundarte/article/view/1159. Acesso em 9 jun. 2024.

HARTMAN, Hope J. Como ser um professor reflexivo em todas as áreas do conhecimento. Porto Alegre: AMGH, 2015.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

JOSSO, Marie-Christine. Experiências de vida e formação. São paulo: Cortez, 2004.

LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas. 5. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

LEMOS, Eden Ernesto da Silva. Relações entre teorias da história e ensino de história: a compreensão de professores. Dissertação (mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/14316. Acesso em: 9 jun. 2024.

LOUPPE, Laurence. Poétique de la danse contemporaine: la suite. Bruxelles: Contredanse Éditions, 2007. 180 p.

MARQUES, R. R. Uma biblioteca de dança “mais na carne”: histórias dissonantes das experiências com a dança para vidas presentes. Dança: Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Dança, 6(9), 2021. pp. 74–98. Disponível em: https://doi.org/10.9771/2317-3777dana.v6i1.47564. Acesso em 9 jun. 2024.

MARQUES, Roberta Ramos. Currículo como lugar de escuta: : afeto, performatividade e emancipação de histórias da dança. Revista Brasileira de Estudos em Dança, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 06–39, 2023. DOI: 10.58786/rbed.2022.v1.n1.52512. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/52512. Acesso em: 9 jun. 2024.

MARQUES, Roberta Ramos. Dança macabra: re-enactment como reagência em uma videodança. SILVA, Maria Betânia e; AMARAL, Maria das Vitórias Negreiros do; Costa, Robson Xavier da (orgs.). Memórias plurais em artes visuais. Recife: Edufpe, 2019. pp. 215-238. Disponível em: http://plone.ufpb.br/ccta/contents/documentos/publicacoes/e-book-memoriasplurais-em-artes-visuais/ebook_memorias.pdf. Acesso em: 9 jun. 2024.

MARQUES, Roberta Ramos. Deslocamentos armoriais: reflexões sobre política, literatura e dança armoriais. Recife/Olinda: Edufpe e Editora Reviva, 2012.

MARQUES, Roberta Ramos; BRITTO, Fabiana Dultra. Reagências do/no presente: Propostas para o ensino de uma historiografia da dança corporificada e afetiva. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG. v.8, n.16: nov. 2018. Disponível em https://eba.ufmg.br/revistapos. Acesso em: 9 jun. 2024.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.

MATHIAS, Érika Kelmer. Historiografia arquivística: novas propostas. Veredas da História, Rio de Janeiro, Ano III, Ed. 1, pp. 1-14, 1º semestre de 2010. Disponível em: http://www.seer.veredasdahistoria.com.br/ojs-2.4.8/index.php/veredasdahistoria/article/viewFile/26/29 . Acesso em: 14 jun. 2018.

NÓVOA, António. O método (auto)biográfico e a formação. Lisboa: Ministério da Saúde / Departamento dos Recursos Humanos da Saúde, 1988.

NÓVOA, Antonio. Os professores e as histórias da sua vida. In: NÓVOA, Antonio. (Org.). Vidas de professores. 2. ed. Porto: Porto Editora, 2000. p. 11-30.

NÓVOA, António (org.). Vidas de professores vol. 4. Porto: Porto Editora, 2014.

OLIVEIRA, Victor Hugo Neves de – Dança e racismo: apontamentos críticos sobre o ensino de história da dança Rev. Bras. Estud. Presença, Porto Alegre, v. 12, n. 1, e113529, 2022. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/2237-2660113529. Acesso em: 9 jun. 2024.

RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

SILVA, Ana Maria de Souza; SOUSA, Raquel Alice da Silva; ARAÚJO, Sandra Rodart. Teoria da história e história ensinada: reflexões sobre a prática docente. ANAIS - Seminário de Pesquisa, Pós-Graduação, Ensino e Extensão do CCSEH – III SEPE - Ética, Política E Educação No Brasil Contemporâneo. De 6 a 9 de JUNHO de 2017. Disponível em: https://www.anais.ueg.br/index.php/sepe/article/view/9082/6642. Acesso em: 9 jun. 2024.

WILCOX, Emily. Quando os lugares importam: provincializando o ‘global’. Revista

Brasileira de Estudos em Dança, ano 01, vol. 01, p. 353-370, 2022. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/53409/40789. Acesso em: 29 out. 2025.

Publicado

2026-02-02

Como Citar

MARQUES, Roberta Ramos. Autobiografia como Reflexão e Autoformação de uma Professora de Histórias de Danças e suas contribuições para a transformação de um currículo. Revista Brasileira de Estudos em Dança, [S. l.], v. 4, n. 8, p. 42–66, 2026. DOI: 10.58786/rbed.2025.v4.n8.70075. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/70075. Acesso em: 9 fev. 2026.