CURSO DE BRANCO: UMA ABORDAGEM SOBRE ACESSO E PERMANÊNCIA ENTRE ESTUDANTES DE ORIGEM POPULAR NOS CURSOS DE SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA (UFRB)

Dyane Brito Reis Santos

Resumo


As Universidades brasileiras tradicionalmente tiveram entre os seus cursos aqueles chamados de “cursos de elite” ou cursos de alto prestígio, entre estes estavam o Direito, a Medicina e as Engenharias, trata-se de cursos superiores em que a entrada de pretos e pobres era estatisticamente improvável. Há pouco mais de uma década, as Políticas de Ações Afirmativas trouxeram ao ensino superior uma parcela significativa de jovens, antes excluídos da Universidade e que passaram a frequentar os cursos da “elite”. No caso da UFRB, encravada no Recôncavo Baiano, região marcadamente negra, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) concentra os cursos de Nutrição, Psicologia, Enfermagem e Medicina, cujo acesso se dá, exclusivamente pelo Bacharelado Interdisciplinar em Saúde. Neste artigo, pretendemos abordar as questões que envolvem o acesso e a permanência simbólica destes jovens na Universidade.


Palavras-chave


Permanência, Ensino Superior, Cursos de alto prestígio

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DOI: https://doi.org/10.20500/rce.v12i23.3229

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