Os jogos como atividades lúdicas para o estudante surdo

Conteúdo do artigo principal

Evaneide De Brito Feitosa Aguiar
Regina Célia Mendes Magalhães
Maria Eunice Araújo

Resumo

Reconhecendo que o brincar tem um papel central no contexto educacional, e sabendo-se da inter-relação existente entre teoria/prática, brincadeira/aprendizagem e da necessidade de mostrar que na primeira infância o mundo deve ser experimento e não sistematizado, especialmente no que diz respeito as práticas de leitura e escrita, o presente estudo discorreu sobre a importância dos jogos e atividades lúdicas para o aluno surdo. Ao final do estudo concluiu-se que a aprendizagem da leitura e da escrita proposta a partir dos jogos e das brincadeiras incentiva os alunos a fazerem múltiplos usos dessas linguagens, (i) seja na busca de conhecimentos, (ii) no desenvolvendo do senso crítico, (iii) na aquisição de informações ou (iv) ao assumirem posicionamentos sobre os mais variados assuntos, conforme verificado nas cenas citadas na análise. Desse modo a criança surda desenvolve não só a capacidade de entender melhor o mundo que a cerca como promove gradativamente a sua autonomia.

Detalhes do artigo

Seção
Artigos
Biografia do Autor

Evaneide De Brito Feitosa Aguiar, Instituto Federal do Maranhão - IFMA

Mestranda pelo Programa de Pós-Graducação em Educação profissional e Tecnológica - ProfEPT - IFTO Campus Palmas, Especialista em Atendimento Educacional Especializado - AEE e Especializista em Libras, possui graduação em PEDAGOGIA pela Faculdade Geremário Dantas (2014). Atualmente é tradutora intérprete de língua de sinais no Instituto Federal do Maranhão - IFMA, Professora de Libras no Setor de Inclusão e Atenção a Diversidade - SIADI, membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e membro do Centro de Línguas - CEL no IFMA, tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial

Regina Célia Mendes Magalhães, Estado do Maranhão

Formada em Pedagogia pela UDES, Especialização em Libras, Professora e Intérprete de Libras - Estado do Mranhão, Professor Ensino Básico - Estado do Tocantins, Área votada para educação especial.

Maria Eunice Araújo, Município de Imperatriz

Formação em Pedagogia, Especialização em Libras, Professora ensino fundamental menor, aposentada pelo Estado do Maranhão como agente Administrativo, área de atuação ensino fundamental menor.

Referências

BORBA, Ângela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In: BEAUCHAMP, Jeanete; PAGEL, Sandra Denise e NASCIMENTO, Aricélia Ribeiro (orgs.) Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006. p. 33-45.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, v.1, 2 e 3: MEC/SEF, 1998.

BROUGÈRE, Gilles. Trad. Maria Alice A. de Sampaio Dória. Brinquedo e cultura. São Paulo, v. 43, Cortez, 1995.

KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística. 7ª ed. São Paulo: Ática, 2004.

KISHIMOTO, Tisuko Morchida. Froebel e a concepção de jogo infantil. In ________ (org.). O Brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

MARANHÃO, Diva Nereida Marques Machado. Ensinar brincando: A aprendizagem pode ser uma grande brincadeira. 4ª ed. Rio de Janeiro: WAK, 2007.

MARTINS, Ida Carneiro. As relações do professor de educação infantil com a brincadeira: do brincar na rua ao brincar na escola. Tese de Doutorado em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação / Faculdade de Ciências Humanas – Universidade Metodista de Piracicaba, 2009.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo, sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.

SILVA, Daniele Nunes Henrique. Como brincam as crianças surdas. São Paulo: Plexus Editora, 2002.

SILVA, Daniele Nunes Henrique. Surdez e inclusão social: O que as brincadeiras infantis têm a nos dizer sobre esse debate? Caderno Cedes. vol. 26, n. 69, p. 121-139, maio/ago. 2006.

STEINER, Vera John e SOUBERMAN, Ellen. Posfácio. In: VIGOTSKI, Lev Semyonovitch. A Formação Social da Mente. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 149-168.

VALLE, Luiza Elena Ribeiro do. Brincar de aprender: uni-duni-tê: o escolhido foi você! Rio de Janeiro: Wak Ed., 2008.

VYGOTSKI, Lev Semyonovitch: [1978] trad José Cipolla Neto, Luís S. Menna Barreto, Solange C. Afeche. A Formação Social da Mente. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

WINNICOTT, D.W. O brincar & a realidade. Trad. José Octávio de Aguiar Abreu e Vanede Nobre. Rio de Janeiro: Imago Editora LTDA, 1975.