A criminalização da infância negra no caso Miguel Otávio
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Palavras-chave

Branquitude
Adultocentrismo
Miguel Otávio

Como Citar

Massucci Batista, A., & de Lima Souza, E. (2026). A criminalização da infância negra no caso Miguel Otávio. Revista Contemporânea De Educação, 21. Recuperado de https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/66898

Resumo

Este artigo analisa o discurso da branquitude presente na defesa de Sarí Corte Real, condenada pelo crime de abandono de incapaz com resultado em morte, em decorrência do abandono de Miguel Otávio Santana da Silva, uma criança negra de 5 anos, ocorrido em julho de 2020. A análise aborda os conceitos de branquitude e adultocentrismo presentes na defesa da acusada, fundamentando-se na perspectiva da infância como uma construção social, com ênfase em epistemologias das relações étnico-raciais e críticas ao adultocentrismo. Como fonte de dados, foi utilizado um parecer jurídico elaborado por Cláudio Brandão, solicitado por Sarí, que busca isentá-la de qualquer responsabilidade penal. O estudo identificou uma construção discursiva voltada à criminalização da vítima.

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