Resumo
A partir de um processo de criação em dança liderado por 12 crianças, notamos que, tempos depois, elas deixaram de reconhecer suas autorias, atribuindo à professora a concepção da apresentação. Ficou a inquietação sobre o que fazemos e como validamos o que e como as crianças produzem. Desse modo, o texto almeja tecer algumas inquietações sobre a posição adulta, nas situações de docências e investigativas, rumo a nos dar a ver, escutar e reconhecer as diversas expressões infantis e potencializar outras maneiras de (re)existências. Assim, durante uma prática como pesquisa, frisamos a necessidade de romper com as ideias de previsibilidade, controle, linearidade e governança dos corpos, sem descuidar do planejamento; destacando a urgência de dissolver narrativas adultocentradas na dança/educação.
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