Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar o caso de Maria José Alves, uma empregada doméstica negra, que, aos 15 anos, ficou conhecida pela imprensa como “a assassina de Ipanema” após cometer um crime em 1924, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de sua patroa por golpes de enxada. O estudo busca explorar a relação entre crime, raça e infância no contexto da construção dos projetos de nação na década de 1920, além de analisar como o caso foi repercutido nos periódicos da Capital Federal. Encarcerada na Casa de Detenção, Maria José ressurgiu como mãe e reinventora de seu cotidiano.
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