Expressões idiomáticas e ditados populares: a natureza dos saberes

Miriam Lemle, Isabella Lopes Pederneira

Resumo


Ditados e expressões idiomáticas assemelham-se por serem constituídos por sentenças cuja leitura literal não é a pretendida. A omissão do agente nos idiomas permite a leitura semântica do sintagma verbal, mas a mesma operação destrói totalmente a natureza do ditado. Além disso, no ditado, o intuito extralinguístico de aconselhamento ou valoração moral é uma parte integrante do significado. É surpreendente como a semelhança moral pode ser expressa através de estruturas morfossintáticas e preenchimentos lexicais cuja tradução literal pode ser muito diversa, porém obedece a uma pauta universal estruturada com uma lógica, também universal, que se assemelha à da Gramática Universal. Neste trabalho, assumimos uma teoria modular da mente: o significado de uma expressão idiomática e o julgamento de um tipo de comportamento presente nos ditados populares são provenientes de módulos distintos.


Palavras-chave


Estrutura e leitura; leitura semântica e moralidade; saberes linguísticos e sabedorias.

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DOI: https://doi.org/10.31513/linguistica.2020.v16nEsp.a21904

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