Estereótipos na concordância de gênero em profissões: efeitos de frequência e saliência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31513/linguistica.2020.v16n1a31637

Palavras-chave:

Gênero gramatical, Estereótipos, Saliência, Frequência.

Resumo

A marcação de gênero no português pode ser binária (“o aluno”/“a aluna” – “o estudante”/“a estudante”) ou por processo de concordância, como em profissões de nome comum de dois gêneros (“o falante”/“a falante”). A distinção da marcação de gênero nestes nomes é resultado das experiências dos falantes com estereótipos compartilhados: na falta de informação gramatical de gênero nos nomes, os falantes constroem representações mentais a partir dos estereótipos de gênero, que sofrem efeitos da frequência e da saliência, parâmetros que também afetam a gramática. A fim de identificar a relação entre os estereótipos e a marcação de gênero, um estudo experimental de julgamento foi desenvolvido considerando o efeito da masculinidade e da feminilidade de nomes comuns de dois gêneros de profissões no português brasileiro. Os resultados apontam que, embora sejam nomes comuns de dois gêneros, o modo como uma profissão foi apresentada ao participante interferiu no resultado de julgamento, denotando efeito de saliência. A frequência prototípica da profissão interferiu positivamente no julgamento. Concluímos que os parâmetros da estereotipia de gênero, medidos pela saliência e frequência, interferem no julgamento das profissões quanto ao gênero nos nomes comuns de dois gêneros.

Biografia do Autor

Bruno Felipe Marques Pinheiro, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Mestrando em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduação em Letras Português pela mesma Universidade.

Raquel Meister Ko. Freitag, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Professora do Departamento de Letras Vernáculas, do Programa de Pós-Graduação em Letras e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe. Graduada em Letras, mestre e doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina, área de concentração Sociolinguística

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Publicado

2020-04-30