Avaliando a vitalidade linguística em contextos de multilinguismo: etnografias versus modelos computacionais

Evani Viotti

Resumo


O objetivo deste trabalho é o de discutir o alcance de estudos sobre a vitalidade linguística em regiões multilíngues, feitos no âmbito da teoria da complexidade por meio de modelagens computacionais. Um desses estudos será descrito e comparado com relatos etnográficos que expõem a dinâmica das relações socioeconômicas e políticas que caracterizam algumas ecologias multilíngues, como a do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira. Considerando que assumir a língua como um sistema complexo, aberto, dinâmico e auto-organizado é uma avenida promissora para as investigações linguísticas, este trabalho sugere que etnografias e descrições sociolinguísticas parecem capturar mais adequadamente a dinamicidade e complexidade da língua como um fenômeno social do que alguns modelos computacionais que precisam simplificar sobremaneira a caracterização do sistema, e que se baseiam antes em escolhas feitas pelos pesquisadores do que em fatores que, de fato, são definidores do sistema.


Palavras-chave


etnografias; modelos computacionais; vitalidade linguística; Alto Rio Negro

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DOI: https://doi.org/10.31513/linguistica.2020.v16n1a31651

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