Cenografia, vazio e corporeidade no discurso arquitetural de Oscar Niemeyer

Raquel Manna Julião

Resumo


Examina-se a construção do ethos discursivo em texto de Oscar Niemeyer, à luz da noção de cenografia. A cenografia é abordada a partir da identificação da figura de um fiador (que emerge da relação entre autor e leitor), assim como das validações do discurso. Argumenta-se que são as fissuras do discurso que sustentam a proposição teórica do autor, recuperável no texto. Essa teoria está centrada na incorporação do vazio ao espaço arquitetural, mas também no caráter corpóreo da arquitetura. E esse é enfatizado pelas imperfeições do traço dos desenhos que permeiam o texto -- a escritura estética -- que também veiculam a corporeidade do fiador.


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