Linguagem das selfies: cibercultura e interação social.

Dina Maria Martins Ferreira

Resumo


Neste artigo visamos demonstrar que o computador não é apenas um instrumento tecnológico, mas um território cultural, a cibercultura, em que a interação social se processa. O computador não seria considerado uma prótese para o desenvolvimento das habilidades humanas, conforme afirma Mey (2006), prótese esta que exigiria um processo de adaptabilidade entre o ‘real' e o ‘virtual', até porque nesta adaptabilidade o instrumento mudaria de tarefa em um espiral infinito (SALOMON, 1993). Não negamos que as redes sociais não estão consubstanciando um indivíduo, mas representando uma persona, aquele que escolhe se posicionar nessa ou naquele rede social, para demonstrar o que
deseja ser aos olhos dos outros. E, em nosso objeto de estudo, a selfie representaria a mis en scène de si mesmo, em cujo território (o computador/espaço da cibercultura) estaria a partilha do sensível (RANCIÈRE, 2002), passível de dar conta da interação social. E nesse sentido, a tecnologia não seria apenas um meio-intrumento, mas uma mensagem de reencantamento de uma geração pósmoderna que emerge, cujas mensagens que se estruturam pelo conhecimento de um espaço cultural -- cibercultura.


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