Tecendo saberes: as primeiras experiências com a gramaticoteca Karajá

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31513/linguistica.2025.v21n3a69723

Resumo

O presente artigo aborda uma iniciativa inédita para a educação linguística indígena, que foi a adaptação da metodologia da Aprendizagem Linguística Ativa (ALA) e de seus materiais manipuláveis e concretos para o ensino da língua Karajá (Macro-Jê) em uma aldeia localizada na Ilha do Bananal (TO). O objetivo central é desenvolver materiais didáticos e práticas pedagógicas que integrem a cultura indígena, os avanços da linguística moderna e evidências científicas em ensino-aprendizagem. A pesquisa utilizou uma abordagem participativa, com diálogos entre os pesquisadores, um deles diretor da escola indígena, para identificar demandas, revisão bibliográfica sobre a língua Karajá e oficinas piloto. Os resultados iniciais, apresentados no X Encontro de Línguas e Culturas Macro-Jê, realizado na Escola de Altos Estudos da UFRJ, em maio de 2025, foram considerados positivos e promissores.

Palavras-chave: Educação indígena. Aprendizagem linguística ativa. Gramática. Karajá.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

ELOISA PILATI, Universidade de Brasilia (UnB)

Licenciada e Bacharel em Letras-Português (1998), realizou mestrado e doutorado em Linguística na Universidade de Brasília (2000-2006), pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology - MIT (2015) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2025), foi professora visitante na Universidade Nova de Lisboa (2020), pelo Programa Capes Print (88887.511576/2020-0) e na Univeridade de Perúgia (Itália), em 2023. É professora adjunta da Universidade de Brasília, no Departamento de Linguística Português e Línguas Clássicas (LIP), atuando na graduação e na pós-graduação. Foi coordenadora do Curso de Licenciatura em Letras-Português (2014), do Projeto Prodocência/Letras CAPES (2013), Pibid/Letras (2018-2020), Coordenadora de Integração das Licenciaturas da UnB (2019-2020), Diretora de Planejamento de Acompanhamento das Licenciaturas (DEG/UnB, 2020-2025) e atualmente é a corodenadora do Mestrado Profissional ProfLetras na UnB (2025-) e do Projeto Softwares educacionais de apoio ao desenvolvimento de habilidades em Língua Portuguesa, financiado pela FAP DF (2023 a 2025)..Lidera os Grupos de Pesquisa: ''O Centro-Oeste na história do Português Brasileiro/CNPq'' e ''Rede Gramaticoteca Brasil - Novas perspectivas para a língua portuguesa na sala de aula/CNPq'' e o Grupo de pesquisa internacional Rede Internacional RELATE (Research on Education and Language Teaching) - que congrega pesquisadores de mais 20 universidades no Brasil e no exterior. Desenvolve pesquisas em duas áreas principais: linguística teórica e educação. No campo teórico, investiga modelos sintáticos relacionados a ordem de palavras, ordem verbo-sujeito, sujeitos nulos e fenômenos de concordância nas línguas naturais. Na área educacional, investiga processos de aprendizagem, com ênfase em métodos de ensino inovadores baseados nas ciências cognitivas, nas neurociências e o uso de ferramentas tecnológicas para o processo de aprendizagem. Idealizadora do software orginal Gramatikê. Faz parte do Comitê Científico da Revista da Associação Brasileira de Linguística, é membro da Comissão de Linguística na Educação Básica da Abralin, Pesquisadora Associada da Rede Nacional de Ciência para Educação (CPE) e membro do Conselho Editorial do Pedagogical Linguistics (John Benjamins). Autora de diversos livros, capítulos e artigos, tem atuado como palestrante no Brasil e no exterior sobre temas relacionados a aprendizagem ativa, tecnologia e inovação pedagógica.

Leandro Lariwuana, Secretaria de Educação do Estado de Tocantins (SEDUC TO)

Pesquisador e professor indígena. Atua como professor e diretor de Escola Indígena, na Ilha do Bananal, pela SEDUC-TO.

Marcus Maia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Marcus Maia é doutor em Linguística pela University of Southern California - USC, (1994). Realizou estágio de pós-doutorado na área de Processamento da Linguagem como pesquisador visitante na City University of New York - CUNY (2003-2004). Atualmente é Professor Titular de Linguística do Departamento de Linguística e do Programa de Pós-graduação em Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi coordenador do Programa de Pós-graduação em Linguística entre 2010 e 2015. Representou o Centro de Letras e Artes da UFRJ no Conselho Superior de Pós-graduação (CEPG/UFRJ), por dois mandatos, entre 2009 e 2015. É bolsista de Produtividade em Pesquisa, nível 1A (CNPq/ 2024-2029) e foi Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) no triênio 2015-2018. Foi professor visitante no Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas e no Language Acquisition Research Center (LARC), da University of Massachusetts, Amherst, no primeiro semestre de 2012. Foi pesquisador visitante no Departamento de Linguística da Massey University, Nova Zelândia, em setembro/outubro de 2015 e no segundo semestre de 2017 (Programa de Estágio Sênior no Exterior - CAPES) e no Departamento de Espanhol e Português da University of Toronto, Canada, em novembro de 2015. Fundou e coordenou por 20 anos o Laboratório de Psicolingüística Experimental (LAPEX), grupo de pesquisa da UFRJ, registrado no CNPq, em 2001. Coordenou o Grupo de Trabalho de Psicolingüística da ANPOLL no biênio 2006-2008. Organizou, em parceria com professores da UMass, a Conferência Internacional e a Escola de Altos Estudos Recursion in Brazilian Languages Beyond, na UFRJ, com apoio da CAPES, CNPq e FAPERJ, em agosto de 2013, havendo uma seleção de trabalhos apresentados neste congresso resultado no livro Recursion Across Domains, publicado em 2018 pela Cambridge University Press. Organizou com Bruna Franchetto o primeiro evento internacional Viva Língua Viva, cujo nome foi criado por ele, em 2019. Membro fundador da Rede Nacional de Ciência para a Educação (Rede CpE). Membro do corpo editorial do Journal of Cultural Cognitive Science https://www.springer.com/journal/41809. Eleito como presidente da International Society of Applied Psycholinguistics - ISAPL, para o triênio 2021 - 2024. Eleito conselheiro da ABRALIN (2015-2019 e 2021-2025). Atua nas áreas de Psicolinguística, Teoria e Análise Linguística e Línguas Indígenas Brasileiras, desenvolvendo pesquisas e orientando projetos sobre processamento sintático e lexical, sintaxe experimental, teoria da gramática, psicolinguística e educação, línguas indígenas brasileiras. https://ufrj.academia.edu/MarcusMaia

Downloads

Publicado

2025-12-30