Sistematização de estudos sociolinguísticos sobre a representação da primeira pessoa do plural na fala alagoana: um olhar para a variável comunidade

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DOI:

https://doi.org/10.31513/linguistica.2026.v22n1a72246

Resumo

Focalizamos a representação da primeira pessoa do plural na fala alagoana, com o intuito de apresentar uma sistematização de resultados de pesquisas sobre a variação nós a gente na posição de sujeito e na posição de não sujeito, bem como sobre a concordância verbal com os pronomes nós a gente. Para tanto, adotamos métodos de análise de estatística descritiva e inferencial e controlamos a variável comunidade, de modo a responder às seguintes questões: qual o comportamento linguístico da representação da primeira pessoal do plural na variedade alagoana? Há diferenças estatisticamente significativas nesse comportamento em relação à comunidade de fala? Os resultados evidenciam que a comunidade é uma variável importante na representação da primeira pessoa na variedade alagoana, pois mostra que a gente tanto na posição de sujeito quanto na posição de não sujeito é mais frequente em comunidades mais urbanizadas, bem como que a variante não padrão da concordância verbal com nós é mais frequente em comunidades mais rurais, ao passo que a variante não padrão da concordância com a gente é mais frequente em comunidades mais urbanas, o que nos leva a ponderar que o processo de urbanização é um fator importante para esses contextos linguísticos variáveis.Focalizamos a representação da primeira pessoa do plural na fala alagoana, com o intuito de apresentar uma sistematização de resultados de pesquisas sobre a variação nós e a gente na posição de sujeito e na posição de não sujeito, bem como sobre a concordância verbal com os pronomes nós e a gente. Para tanto, adotamos métodos de análise de estatística descritiva e inferencial e controlamos a variável comunidade, de modo a responder às seguintes questões: qual o comportamento linguístico da representação da primeira pessoal do plural na variedade alagoana? Há diferenças estatisticamente significativas nesse comportamento em relação à comunidade de fala? Os resultados evidenciam que a comunidade é uma variável importante na representação da primeira pessoa na variedade alagoana, pois mostra que a gente tanto na posição de sujeito quanto na posição de não sujeito é mais frequente em comunidades mais urbanizadas, bem como que a variante não padrão da concordância verbal com nós é mais frequente em comunidades mais rurais, ao passo que a variante não padrão da concordância com a gente é mais frequente em comunidades mais urbanas, o que nos leva a ponderar que o processo de urbanização é um fator importante para esses contextos linguísticos variáveis.
Palavras-chave: Variação. Nós. A gente. Comunidade. Alagoas.

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Biografia do Autor

Elyne Giselle de Santana Lima Aguiar Vitório, Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Atua na Faculdade de Letras (FALE) como docente no curso de Letras-Português, docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura (PPGLL) e docente do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS). É Doutora e Mestre em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Alagoas (2012 e 2008), Especialista em Linguística e Ensino do Português pela Universidade Federal do Ceará (2006) e Graduada em Letras pela Universidade Federal do Ceará (2005). Realizou estágio de Pós-Doutorado na Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) - PDJ/CNPq e no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Alagoas (2014) - PNPD/Capes. Atua nas linhas de Teoria e Análise Linguística (PPGLL) e Estudos da Linguagem e Práticas Sociais (PROFLETRAS), com ênfase em Sociolinguística Variacionista, Sociolinguística Histórica e Sociolinguística Educacional, coordenando o grupo de pesquisa Sociolinguística, variação, significados sociais e ensino. Atualmente faz parte da comissão científica da área de Sociolinguística da ABRALIN, integra o GT de Sociolinguística da Anpoll e é membro do Comitê de Ética e Pesquisa da UFAL.

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Publicado

2026-04-30